Influência do peróxido de hidrogênio em porta-exterto de cajueiro irrigados com água produzida do petróleo
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O cajueiro (Anacardium occidentale L.) é uma fruteira de grande importância socioeconômica para o Brasil, especialmente na região Nordeste. No entanto, a exploração agrícola nessa área enfrenta desafios, como a baixa disponibilidade hídrica na maioria dos meses do ano, devido à irregularidade das precipitações e à alta taxa de evapotranspiração. Nesse contexto, a água produzida do petróleo, um subproduto da exploração petrolífera, surge como uma alternativa promissora para irrigação, dado seu grande volume disponível. Contudo, devido à presença de compostos tóxicos e altos níveis de salinidade, seu uso deve ser precedido de estudos e pode ser melhorado com a associação a produtos como o peróxido de hidrogênio (H₂O₂), que tem se mostrado eficaz na mitigação do estresse salino em plantas. Diante disso, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos de diluições de água produzida do petróleo associadas a concentrações de H₂O₂ na produção de porta-enxertos de cajueiro. O experimento foi realizado de outubro a dezembro de 2023, na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Campus Caraúbas - RN, utilizando um delineamento experimental de blocos casualizados em esquema fatorial 2 x 5. Os tratamentos foram compostos por duas concentrações de H₂O₂ (0 e 15 µM) e cinco diluições de água produzida do petróleo (AP) em água de abastecimento local (AA): 100% AA; 75% AA + 25% AP; 50% AA + 50% AP; 25% AA + 75% AP; e 100% AP. Os resultados mostraram que o peróxido de hidrogênio mitiga os efeitos do estresse salino da água produzida do petróleo até uma condutividade elétrica média (CEa) de 2,6dSm⁻¹, impactando positivamente o número de folhas, a altura da planta e a produção de fitomassa da parte aérea do porta-enxerto de cajueiro Faga 1. A concentração de H₂O₂ de 15 µM favoreceu o crescimento e a produção de fitomassa do porta-enxerto de cajueiro Faga 1. Além disso, as diluições adequadas de água produzida do petróleo configuram-se como uma alternativa viável para a irrigação de porta-enxertos de cajueiro em regiões semiáridas, sendo a diluição média (50% AA + 50% AP) a mais eficiente.

