Avaliação da atividade ovicida in vitro do extrato salino das folhas de Ocimum basilicum L. em parasitos gastrointestinais de ovinos
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A ovinocultura é uma atividade muito importante para a região Nordeste do Brasil. Entretanto, o agravamento das doenças parasitárias e a ineficiência dos antiparasitários convencionais desfavorecem essa atividade. Nesse viés, medidas alternativas como a fitoterapia são estratégias promissoras. Portanto, o objetivo foi avaliar a atividade ovicida in vitro do extrato salino das folhas de Ocimum basilicum L. em parasitos gastrointestinais de ovinos. Para isso o material vegetal foi seco, triturado e utilizado na preparação do extrato salino a 10%, e submetido a diluições 5 %, 2 % e 1,25 %. As amostras fecais foram coletadas de ovinos naturalmente infectados e utilizadas no teste de eclosão de ovos. Para o TEO, em placas de 24 poços foram incubados ovos de helmintos com os tratamentos (extrato a 10 %, 5 %, 2,5 % e 1,25 %) e os controles negativo (NaCl 0,15 M) e positivo (Thiabendazole). A toxicidade do extrato foi determinada por meio da quantificação da moralidade de Artemias salina após incubação com os extratos. A análise da composição química foi realizado por meio de testes qualitativos. O extrato demonstrou uma inibição de 99,2 %, 94,4 %, 82,9 % e 16,8 %, para as concentrações 10 %, 5 %, 2,5 % e 1,25 %, respectivamente. A análise fitoquímica revelou a presença de fenóis, taninos, saponinas, núcleos esteroidais e alcaloides, entretanto o extrato demonstrou toxicidade significativa. Logo, conclui-se que o extrato salino de O. basilicum evidenciou atividade ovicida in vitro contra os parasitos estudados.

