Produção de antígenos recombinantes das cepas de Sars-Cov e Sars-Cov-2 em sistema bacteriano
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O SARS-CoV-2, agente causador da COVID-19, teve um impacto global significativo devido à sua rápida disseminação e alta transmissibilidade, levando a crises nos sistemas de saúde em várias regiões. Inicialmente, houve foco na análise das proteínas Spike (S), com ênfase nos domínios de ligação ao receptor (RBD) da subunidade S1. Posteriormente, a proteína N, devido a seu potencial antigênico, alta transmissibilidade e conservação de seus nucleotídeos entre os coronavírus, passou a ser estudada visando aplicações em diagnóstico e vacinas. Nesse cenário, o Laboratório de Análises Clínicas do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) conduziu estudos para produzir antígenos virais a partir das proteínas do Nucleocapsídeo (N) dos coronavírus SARS-CoV e SARS-CoV-2. Isso envolveu o sistema de expressão em Escherichia coli baseado no operon lac, permitindo a obtenção de proteínas com alto rendimento na produção, essenciais para análises estruturais e de estabilidade, incluindo transformação bacteriana, expressão de proteínas recombinantes e análises por SDS-PAGE. Os resultados demonstraram êxito na expressão dessas proteínas, com a presença de bandas putativas ~40Kda nos géis. O papel da região rica em SR na proteína N da SARS- COV-2, envolvendo oligomerização e compactação do RNA viral, é fundamental para a replicação do genoma viral, tornando-a um alvo promissor para terapias antivirais que visam interromper a replicação em indivíduos infectados por SARS. Adiante, em uma próxima fase poderá ser realizado a purificação das proteínas através da cromatografia, seguida por testes imunológicos, como ensaios de ELISA, para avaliar a reatividade cruzada. Essas análises são fundamentais para aprimorar estratégias terapêuticas e diagnósticas. Ressalta-se a importância deste estudo, especialmente diante dos casos contínuos em 2023, evidenciando a urgência de pesquisas para melhorar as medidas de combate à pandemia. A persistência de óbitos em 2023, mesmo após campanhas de vacinação, reforça a necessidade contínua de investigar a estrutura viral, produzir proteínas aplicáveis em diagnósticos eficazes e acelerar o rastreamento e as medidas de contenção. Especialmente em cenários nos quais testes altamente sensíveis são essenciais para a proteção da saúde pública.
