Entre o diário e a arena: uma análise da resistência em Winston Smith, de 1984 e Katniss Everdeen, de Jogos Vorazes
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Este artigo analisa as formas de resistência de Winston Smith, em 1984, e Katniss Everdeen, em Jogos Vorazes, explorando a influência da vigilância, do panóptico e da manipulação social em suas trajetórias. Fundamentado na modernidade líquida de Bauman e na teoria do panoptismo de Foucault, o estudo compara as estruturas de controle em ambas as narrativas. Em 1984, o Partido impõe um regime de vigilância total, no qual a repressão física e psicológica elimina qualquer tentativa de subversão. Já em Jogos Vorazes, a opressão se manifesta pelo espetáculo e pelo entretenimento, tornando a vigilância um elemento de manipulação emocional. Apesar de diferenças nos mecanismos de controle, ambos os protagonistas enfrentam sistemas que buscam anular sua individualidade. Winston resiste por meio da busca pela verdade e da preservação de sua identidade, enquanto Katniss, inicialmente motivada pela sobrevivência, se torna símbolo de insubordinação ao contestar as regras dos Jogos. O estudo conclui que, mesmo sob formas distintas de opressão, a resistência é um processo contínuo de afirmação da humanidade frente ao controle social.

