Crenças sobre representações identitárias em livros didáticos em aulas de língua inglesa
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Este trabalho tem como foco principal analisar por meio de uma abordagem discursiva crítica, as crenças associadas às representações identitárias de minorias sociais em livros didáticos de língua inglesa. Para fundamentar nossa investigação, adotamos como referência teórica os estudos de Bauman (2005), Hall (2000) e Sousa Santos (1993) no que diz respeito às representações identitárias. Além disso, utilizamos o modelo tridimensional de Fairclough (1989) para a Análise Crítica do Discurso como base teórico-metodológica e Barcelos (2001, 2004,2006) e Pajares (1992) no que se refere às crenças. Nossa pesquisa segue uma abordagem qualitativa e interpretativa, tendo como corpus de análise a coleção de livro único Joy (2020), aprovada pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) para o ensino médio. O propósito central é examinar como as crenças sobre minorias sociais são refletidas nesse material didático. A análise dos dados revelou que as representações identitárias desses grupos são, em muitos casos, moldadas por ideologias dominantes, resultando em retratações simplificadas e homogêneas. Esse fenômeno contribui para a reprodução de estereótipos e preconceitos, reforçando narrativas excludentes sobre essas identidades. Os resultados da pesquisa destacam a urgência de uma reformulação nos livros didáticos, de modo que esses materiais não apenas evitem discursos estigmatizantes, mas também assumam um compromisso ativo na construção de narrativas mais diversas, inclusivas e críticas. Isso implica a necessidade de ampliar a visibilidade das minorias sociais, representando-as de forma mais autêntica e livre de estereótipos, contribuindo, assim, para uma educação mais inclusiva e reflexiva. A partir da análise dos dados coletados, pudemos identificar situações em que as crenças sobre representações identitárias de minorias sociais são perpassadas por ideologias hegemônicas, apresentando as identidades marginalizadas como homogêneas e de maneira superficial, propiciando a criação de estereótipos e preconceitos para com estes grupos sociais.

