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Análise das rotas de coleta e transporte de resíduos sólidos urbanos em Pau dos Ferros/RN

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A roteirização da coleta e transporte de resíduos sólidos domiciliares é um importante mecanismo tanto para redução dos custos relacionados à limpeza urbana, quanto para a melhoria do serviço prestado à população , principalmente se aliada a geotecnologias . Nesse contexto o presente trabalho teve como objetivo analisar o atual roteiro de coleta e transporte de resíduos sólidos urbanos do município de Pau dos Ferros, no estado do Rio Grande do Norte, por meio da utilização de Sistemas de informações Geográficas (SIG’s). A metodologia consistiu na aplicação de entrevistas semiestruturadas às Instituições responsáveis pelo Gerenciamento de Resíduos Sólidos do município, como a Secretaria Municipal de Infraestrutura e a Empresa Terceirizada pela limpeza urbana, coleta e transporte de resíduos sólidos urbanos, para obtenção de dados primários, bem como o uso dos SIG’s QGIS Ltr 3.4 e ArcGIS Pro 2. 4.6 Trial version para seu tratamento e manipulação, caracterização, mapeamento das rotas e determinação dos custos variáveis de transporte e na análise dos resultados com base na literatura. A atual frota de coleta e transporte de Resíduos Sólidos Urbanos do município de Pau dos Ferros/RN dispõe de seis caminhões, sendo três compactadores exclusivos para coleta de resíduos domiciliares. O município está dividido em sete rotas de coleta, destas, seis são distribuídas igualmente entre os caminhões compactadores, sendo duas rotas por veículo, enquanto a sétima (realizada em horário extra) é alternada entre as equipes a cada dia. Observou-se a ineficiência na programação das atividades de manutenção dos veículos, baixo quantitativo e idade avançada da frota, falta de monitoramento operacional, ineficiência no planejamento das rotas de coleta e conflitos pontuais com a população. Os custos variáveis totais (CV) referentes à frota de compactadores, expressos por mês e por ano, respectivamente, foram R$ 8.142,48 e R$ 97.709,76. Evidenciou-se possibilidades de redução de distâncias percorridas com potencial de economia de até 54,15 % em combustível por mês. Conclui-se que para a adequação e posterior otimização dos serviços de coleta de RSU se fazem necessárias ações de controle operacionais adequadas como a criação de setores de coleta efetivos, atualização e melhor planejamento das rotas de coleta, redimensionamento das rotas problemáticas, além da adoção de práticas e estratégias operacionais mais eficientes buscando reduzir os custos operacionais.



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