Eficácia de um blend de proteases exógenas na nutrição de camarões e tilápias: impacto no desempenho zootécnico, qualidade de carne e histologia intestinal
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A eficácia de uma matriz de proteases ácidas e alcalinas na formulação de dietas para camarões Penaeus vannamei e tilápias do Nilo (Oreochromis niloticus) foi avaliada com foco no desempenho zootécnico, rendimento e qualidade de carne, além de parâmetros intestinais. Os estudos visaram validar a suplementação de 250 g/t do blend enzimático como uma estratégia para melhorar a eficiência produtiva na aquicultura. As dietas foram formuladas de acordo com as exigências nutricionais de cada espécie estudada. No experimento I, foram utilizados P. vannamei em um sistema composto por oito tanques de alvenaria, contendo 32 unidades experimentais. O delineamento experimental incluiu quatro tratamentos e oito repetições, com densidade de 80 camarões/m². No experimento II, com O. niloticus, utilizaram-se quatro tanques de alvenaria e 24 unidades experimentais, com quatro tratamentos e seis repetições, mantendo densidade de 25 peixes/m². Em ambos os estudos, os tratamentos consistiram em: dieta padrão (Controle Positivo - CP), dieta com redução nutricional (Controle Negativo - CN), CP suplementado com 250 g/t de proteases (CPE) e CN suplementado com 250 g/t de proteases (CNE). A suplementação enzimática resultou em ganhos significativos no desempenho zootécnico. No experimento com P. vannamei, o grupo CNE obteve o maior ganho de peso (14,23 g), eficiência alimentar aumentada em 56,07% e rendimento pós-abate de 53,03%. O grupo CPE apresentou crescimento semanal 113,4% superior ao CP. A histomorfometria intestinal indicou maior área de absorção nos grupos suplementados, correlacionando-se com melhorias na conversão alimentar e crescimento. Na avaliação da qualidade da carne, o grupo CNE apresentou estabilidade na retenção de água e umidade durante 210 dias de armazenamento congelado. No experimento com O. niloticus, os peixes alimentados com dietas suplementadas (CPE e CNE) apresentaram maior peso final e ganho de peso médio diário, com destaque para o CNE, que alcançou incremento de 0,63 g/d. Houve melhorias significativas no rendimento de filé com pele (33,95%) e sem pele (25,44%) no CNE, seguidos por 32,91% e 24,52% no CPE. A suplementação também reduziu os índices hepatossomático (IHS) e viscerossomático (IVS). O IHS foi reduzido de 2,106 (CN) para 1,558 (CPE), enquanto o IVS diminuiu de 8,499 (CN) para 7,296 (CPE), indicando menor deposição de gordura visceral e melhores condições metabólicas. Os dados histológicos em ambas as espécies evidenciaram aumentos na área de absorção e na espessura da parede muscular do intestino proximal nos grupos suplementados, reforçando a eficácia do blend na digestibilidade e na absorção de nutrientes. Portanto, a suplementação com 250 g/t do blend de proteases ácidas e alcalinas melhora o desempenho zootécnico, o rendimento de carne, os índices somáticos e a qualidade dos produtos finais em P. vannamei e O. niloticus.

