A prevalência da Síndrome de Burnout de profissionais bancários do estado do Rio Grande do Norte
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No Brasil, a síndrome de burnout (SB) vem afetando em média 30% dos mais de 100 milhões dos trabalhadores em todo país. Este cenário não difere no setor bancário, devido à grande pressão que há nessas organizações, principalmente pelo alcance de metas. Dessa forma, fatores sociodemográficos e funcionais podem contribuir para o surgimento ou agravamento da SB. Nesse ínterim, resta aos profissionais desse setor encontrar estratégias de defesa que possam mitigar o sofrimento causado por esses fatores. Pelo exposto, o objetivo desse estudo é verificar a relação da SB com as variáveis sociodemográficas, funcionais e uso de estratégias de defesas de profissionais do setor bancário do Estado do Rio Grande do Norte. Para tanto, foi realizado uma pesquisa descritiva, do tipo survey, com abordagem quantitativa. 262 bancários responderam ao Questionário Sociodemográfico e Funcional e ao Maslach Burnout Inventory – General Survey, disponibilizados no Google Forms. 51,2% dos respondentes não apresentaram um nível alto em nenhuma das três dimensões da SB; 35,7% apresentaram altos escores em apenas uma dimensão; 10,9% apresentaram um alto escore em duas dimensões e 2,3% obtiveram um escore alto nas três dimensões. As estratégias de defesas mais utilizadas por esses bancários é a racionalização, seguida da negação, da passividade e por último do individualismo. Com base nas análises de regressão logística realizadas para cada uma das dimensões da SB, verifica-se que o uso das estratégias de individualismo e de negação são significativas para predizer as dimensões exaustão emocional e despersonalização e a variável sexo para predizer a dimensão reduzida realização profissional. De posse destes dados, esperase que este estudo alerte os gestores das instituições bancárias para investirem na saúde física e mental de seus profissionais. Além disso, atende a uma lacuna identificada na literatura; uma vez que o tema sobre a relação da síndrome de burnout no setor bancário ainda se encontra escassa. Pelo exposto, pode trazer uma contribuição tanto em termos práticos quanto teóricos
