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Benefícios do resfriamento evaporativo na fisiologia e produção de porcas em lactação

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O estresse por calor é conhecido por causar alterações fisiológicas, comportamentais e produtivas em porcas lactantes. Com isso, a utilização de sistemas de pressão negativa visa reduzir a temperatura ambiente no interior das instalações, proporcionando maior conforto térmico aos animais. Objetivou-se avaliar os efeitos dos sistemas de refrigeração por pressão negativa sobre o desempenho de porcas e sua leitegada, além dos ajustes comportamentais e fisiológicos, qualidade/quantidade de leite, em fase de lactação. Foram utilizadas 50 matrizes suínas de linhagem comerciais hiperprolíficas, entre dois a sete partos, em estádio de lactação, em granja comercial. O delineamento foi inteiramente casualizado, sendo a matriz e sua leitegada, a unidade experimental em dois tratamentos: um sistema de resfriamento por pressão negativa (SRPN) e um sistema convencional (SC), sendo que cada galpão alojou 25 porcas. As matrizes foram pesadas pré-parto e desmame. A quantidade de ração diária consumida e produção de leite foram mensurados. No 2º e 20º dia de lactação o leite das matrizes foi colhido para análises de proteína bruta, gordura, lactose, extrato seco desengordurado, fração mineral e sólidos totais. No 2°, 7°, 12°, 16° e 20° dias de lactação às 7h, 13h e 16h foram coletados dados de: frequência respiratória, temperatura de paleta, temperatura de pernil, temperatura de nuca, temperatura de orelha e temperatura retal. Na equalização e ao desmame, os leitões foram pesados e a uniformidade da leitegada e foi mensurada a partir do percentil dos pesos individuais dos leitões ao desmame. Os comportamentos das matrizes e leitegadas foram monitorados por 24 horas, iniciando às 06h no 7º e 15º dia de lactação. Os comportamentos avaliados para as matrizes foram: bebendo água (B), comendo ração (C), estereotipado (E), inativo (I), inativo alerta (IA), aleitamento (A), mordendo (MO) e fuçando (F). Os comportamentos de aleitamento foram: número de frequência e duração das mamadas. As temperaturas ambientes e umidade relativa no interior das maternidades foram de 25,00 a 28,00˚C e 26,00 a 32,55 ̊C e 30% a 70% e 70% a 88% respectivamente, considerando SRPN e SC. A qualidade nutricional do leite se manteve durante a lactação. O SRPN aumentou o IA, A, peso médio dos leitões, peso do leitão ao desmame e produção diária de leite por porca em 1,79%, 1,26%, 0,038 kg, 0,699 kg e 2,31 kg dia-1, respectivamente. O SRPN aumentou o número de mamadas no turno à noite em, 2,00% em relação ao dia. O SRPN aumentou o numero e intervalo de mamadas e diminuiu o intervalo, à noite, em 2,00%, 0,15% e 2,43%, respectivamente. O SRPN reduziu a classe de leitões leves e aumentou leitões pesados em 19,4% e 15,25%, respectivamente. O SRPN reduziu a frequência respiratória, temperatura retal, temperatura da pele e I em 23,73, 0,22, 1,6 e pontos percentuais, respectivamente. O uso SRPN reduziu a temperatura ambiental, além de permitir ganho de peso de leitões e leitegadas, maior peso de leitões e ninhada ao desmame, aumento do aleitamento e produção de leite em comparação com SC.



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