Avaliação nutricional do milho para rações no Brasil e na América Latina
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Objetivou-se com este estudo verificar, por meio de metanálise e simulações, a análise da composição nutricional do milho e os efeitos em formulações para frangos de corte, de milhos produzidos na América Latina. Os dados utilizados foram oriundos dos relatórios Informativos PNE (Precise Nutrition Evaluation, Adisseo) dos anos de 2020 e 2022. Nas análises, o Brasil foi colocado como país controle, enquanto os demais países, como intervenção. A diferença média entre níveis nutricionais dos grupos de comparação foi adotada como a medida do tamanho de efeito para a metanálise. Diferentes pesos foram atribuídos aos países pelo método do inverso da variância. A significância da diferença média geral foi obtida pelo teste Z. A heterogeneidade entre os países foi verificada pelo teste de qui-quadrado, e sua magnitude foi estimada pelo índice de inconsistência, adotando um modelo de efeitos aleatórios. Foram realizadas análises de subgrupo para avaliar o nível de interferência do ano sobre os resultados gerais. Os resultados mostram que o milho brasileiro apresenta maiores teores de proteína bruta, lisina total, lisina digestível, metionina total e metionina digestível em relação aos demais países, mas possui níveis similares de energia metabolizável. Não houve efeito sobre os anos das publicações, sugerindo manutenção dos dados. As rações formuladas foram ajustadas para frangos de corte, e percebeu-se que, em um efeito simulado, as variações nutricionais do milho impactaram a quantidade dos ingredientes e os custos do ciclo completo. Em conclusão, o milho do Brasil é superior em qualidade de proteína bruta e Met e Lys digestíveis em relação aos países da América Latina.
