Análise da composição do solo e sua influência no processo corrosivo de postes metálicos na Ufersa, Campus Caraúbas-RN
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Os metais são amplamente utilizados na construção e montagens de postes e torres, os quais, quando expostos ao meio ambiente, estão sujeitos à corrosão. A corrosão pode ser definida como um processo de deterioração de materiais metálicos e não metálicos por influência de agentes físico-químicos, ligados ou não a esforços mecânicos. Os meios corrosivos mais frequentemente considerados são: atmosfera, águas naturais, solo e produtos químicos. Comparando a corrosão do solo com os outros tipos de corrosão, esta ainda é um assunto menos investigado, dado a complexidade desse meio corrosivo. Sobretudo, as propriedades químicas e físicas dos solos mudam constantemente com o tempo, profundidade e geralmente estão inter-relacionadas. Desta forma, esse trabalho apresenta um estudo da influência da composição físico-química do solo no processo corrosivo da base dos postes metálicos da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) - Câmpus Caraúbas-RN. O procedimento para realização das análises do solo seguiram o Manual de Métodos de Análise de Solos da EMBRAPA (2011) e o Standard Methods of APHA (2005). O solo foi coletado e analisado durante 9 meses com uma periodização de 30 dias entre uma coleta e outra, com profundidade de 0 á 20 centímetros, próximo de 10 postes de liga metálicas do câmpus da UFERSA. Para determinação da ação corrosiva do solo, foi feita análise de suas variáveis, como: granulometria, teor de umidade, condutividade, pH, matéria orgânica, sais solúveis (carbonato, bicarbonato e cloreto), capacidade de bases trocáveis (sódio, potássio, cálcio e magnésio), entre outros. Com bases nos resultados obtidos nesse trabalho, pode-se verificar que os solos analisados apresentaram valores dos agentes físico-químicos muito parecidos, isso é devido a área de estudo que restringe-se apenas ao câmpus, favorecendo a proximidade dos pontos de coleta do solo. Os solos foram todos classificados como solos arenosos, o teor de umidade geralmente foi baixo, algo que é normal para solos da região do semiárido. A condutividade dos solos ficou geralmente na faixa de 0,55 mS/cm, com exceção do solo 9 que possuiu valores próximos de 1mS/cm. Mediante a granulometria, os solos foram classificados com valores de resistividade de 10.000 Ω.cm a 20.000 Ω.cm, enquadrando-se como solos fracamente corrosivos. O pH dos solos comumente foi bem alcalino, isso ocorreu principalmente devido a presença dos teores de sódio, potássio, cálcio e magnésio que os solos apresentaram. O teor de matéria orgânica foi baixo, com valores máximos de 4% e para profundidade dos solos analisados não foi obtido valores de carbonato, bicarbonato e cloreto. Observou-se ainda que os agentes físico-químicos do solo influenciam na corrosão das bases dos postes principalmente devido a erros de projetos relacionados a instalação desses. Diante disso, sugeriu-se algumas das técnicas que poderiam diminuir a influência do solo no processo corrosivo das bases metálicas, como o revestimento dos postes com tinta anticorrosiva conhecida por zarcão, evitar que as bases de concreto dos postes sejam totalmente soterradas e utilizar arruelas não-metálicas entre as porcas e bases dos postes de liga metálica.
