Identificação dos fatores que provocam eflorescência nas construções em Angicos/RN
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Eflorescência é definida como depósitos cristalinos de cor branca que surgem na superfície do revestimento, como piso, paredes e tetos, resultantes da migração e posterior evaporação de soluções aquosas salinizadas. Basta apenas que a umidade atinja o local para que a eflorescência ocorra, já que nos materiais é de sua natureza conter sais solúveis. Os sais solúveis que dão origem às eflorescências podem ter várias origens, dentre elas as matérias-primas, os materiais de construção, a água existente no subsolo, etc. Assim, este trabalho teve por objetivo a identificação dos fatores que provocam e eflorescências em materiais cerâmicos e não cerâmicos nas construções de Angico/RN. Foram analisadas em laboratório amostras de areia de rio, argila (Massame), pó de pedra (mármore), tijolos e telhas cerâmicas, oriundas da região, efetuando as medidas da condutividade elétrica de seus extratos através da utilização de um condutivímetro. Com base nas análises realizadas em laboratório dos materiais de construção civil coletados em obras na cidade pode-se concluir que os resultados das argilas e dos materiais cerâmicos, não existem uma relação direta entre o grau de eflorescência dos tijolos e os sais contidos nas argilas, bem como entre os teores de sais solúveis das argilas e dos tijolos, o teor de sais solúveis e o aparecimento de eflorescências dos materiais cerâmicos estão intrinsecamente associados às características de processamento de fabricação e armazenamento. Os materiais não cerâmicos em forma de areia, argila (Massame) e pó de pedra de mármore apresentaram uma condutividade menor que as de tijolos e telhas.

