Inter-relações entre os atributos físico-hídricos, químicos e macrofauna do solo e efluente da aquicultura na produção de palma forrageira
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Estudos envolvendo o uso de efluentes da aquicultura na cultura da palma forrageira, quanto aos atributos do solo são incipientes. Objetivou-se avaliar as inter-relações entre os atributos físicos-hídricos, químicos e a macrofauna e o uso de efluentes da aquicultura em palma forrageira. O ensaio foi conduzido na Unidade Experimental de Reuso de Água localizada no campus leste da Univerisdade Federal Rural do Semi-Árido, no delineamento experimental em blocos casualizados, com cinco tratamentos, cinco repetições e três plantas por parcela no espaçamento de 1,70 m entre fileiras e 0,20 m entre plantas. Os tratamentos foram compostos por cinco diluições do efluente da aquicultura (EA) em água de Abastecimento (AA): D1 – 100% de AA mais 0% de EA; D2 – 75% de AA mais 25% de EA; D3 – 50% de AA mais 50% de EA; D4 – 25% de AA mais 75% de EA; e D5 – 0% de AA mais 100% de EA. Para os atributos físico-hídricos e químicos do solo empregou-se o fatorial 5 (Diluições) x 2 (Profundidades) com cinco repetições. Nesses tratamentos e na mata nativa foram coletadas amostras em duas camadas de solo (0 a 0,10 m e 0,10 a 0,20m) com estrutura deformada para as análises físicas (granulometria, argila dispersa em água, índice de floculação) e químicas (pH, CE, Ca2+, Mg2+, Na+, P, K+, (H+Al) e COT) e indeformada para a realização das análises físicas (densidade do solo e agregados) e hídricas (curva de retenção de água no solo; macroporos, microporos, porosidade total e condutividade hidráulica relativa) O estudo dos macroartrópodes foi realizado em função da sazonalidade. As variáveis foram submetidas ao teste de comparação de médias Tukey (p < 0,05). Os dados também foram interpretados por meio da técnica estatística multivariada (matriz de correlação de Pearson, análise fatorial e componentes principais). Por meio da ACP foi feita a discriminação dos atributos do solo e diluições de efluente da aquicultura em palma forrageira. Assim, Argila, Na+, pH, PST, V e, em menor proporção, Mg2+ discriminaram todas as diluições na camada subsuperficial (0,10-0,20m). Esses atributos foram influenciados, principalmente, pelos valores crescentes de Na+ e Mg2+ presentes na água das diluições e à natureza alcalina das mesmas. Os índices ecológicos de Shannon (H’), Pielou (e) e Simpson (S), N, K+, Ca2+, CE, SB, CTC, (H+Al), COT, Silte, CC e, em menor proporção, microporosidade discriminaram a mata nativa, em função, principalmente, do número de indivíduos contabilizados, diversidade de espécies, COT, e pela baixa precipitação pluvial com menor lixiviação das bases. AD, Pt, P, macroporosidade, IF, DMP e areia discriminaram as diluições (D1, D2, D3 e D5) na camada superficial (0,00-0,10m). Assim como, o índice ecológico e(C) discriminou, principalmente, D4 na mesma camada. Isso mostra a contribuição das diluições aliada à diversidade da macrofauna para melhorar a porosidade do solo em superfície e a condutividade hidráulica do solo. O teste de Tukey reforçou esses resultados pois houve diferença estatística para as diluições D3 (IF) e D4 (Macro e DMP). De forma geral, os atributos estruturais, químicos e os índices ecológicos, discriminaram a mata nativa sendo importante para preservação ambiental. Os atributos hídricos, especialmente Kr, estruturais e índices ecológicos discriminaram as diluições, indicando melhoria na funcionalidade estrutural do solo. A diluição D2 contribuiu significativamente para a microporosidade, COT, Mg2+ e Na+ do solo, a diluição D3 para o IF e a D4 para macroporosidade e DMP. A diluição D3 é a mais indicada para o cultivo da palma forrageira, com menor restrição quanto ao Na+. O número de ordens e os índices ecológicos de diversidade dos macroartrópodes variam de acordo com a diluição aplicada e a sazonalidade.

