Vivências sobre o processo de escolarização: relatos dos surdos da Associação de Surdos de Caraúbas (ASCAR)
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A comunidade surda atravessou muitas dificuldades, que geraram inúmeros sofrimentos. Isso se estende ao processo de escolarização, pois não foi diferente e para obter seus direitos tiveram que lutar e enfrentar os obstáculos. Por isso, busca-se saber como ocorrem as vivências escolares e o processo de escolarização dos surdos da ASCAR (Associação de Surdos de Caraúbas)? Com o objetivo de analisar as vivências de escolarização dos surdos que participam da Associação (ASCAR) de Caraúbas no Rio Grande do Norte. Para isso, os autores que embasaram essa pesquisa são: Gladis Perlin e Karin Strobel (2014); Betina S. Guedes (2012); Graciele M. Kraemer (2012); Adriana da Silva Thoma (2012); Maura C. Lopes (2012); Adriano Gianotto e Liliam Veronese (2022). A metodologia dessa pesquisa é de abordagem qualitativa e pesquisa de campo. O lócus foi a Associação de Surdos de Caraúbas (ASCAR), tendo como sujeitos dois surdos. Os principais resultados obtidos foram que os surdos ainda sofrem no período de sua escolarização mesmo sendo entre os anos de 2017 a 2023, seja com falta de comunicação com professores, alunos, por falta de intérprete no começo de sua escolarização e também por dificuldades, incômodo (bullying, preconceito) dos colegas de classe. Percebe-se que as leis existem, mas algumas ações precisam avançar para se efetivar o direito linguístico, a aprendizagem e desenvolvimento dos surdos no âmbitoescolar.

