Independência feminina nas obras Jane Eyre e Wide Sargasso Sea
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Este artigo tem por objetivo analisar os romances Jane Eyre (1847), de Charlotte Brontë (1816-1855), e Wide Sargasso Sea (1966) de Jean Rhys (1890-1979), que emergem como duas narrativas que exploram profundamente a jornada das protagonistas, Jane e Antoinette, respectivamente, em busca de independência e autodeterminação. Especificamente, os objetivos incluem: mapear as representações dos papéis femininos nos romances supracitados, levando em conta os contextos sociais e históricos; analisar quais os meios que poderiam tornar a independência das mulheres possível nas épocas representadas e; comparar as formas como a postura de mulher independente das protagonistas de Jane Eyre e de Wide Sargasso Sea afetam e descentralizam os personagens masculinos de seu protagonismo social. A fundamentação teórica deste estudo se baseia nas contribuições de algumas autoras, tais como Gilbert e Gubar (2000), Pell (1977) e Mardorossian (1999), cujas contribuições teóricas fornecem o diálogo necessário para embasar essas discussões. As análises demonstram como o envolvimento das protagonistas com a figura masculina contribui para a jornada de independência de ambas.

