“Maldito, Maldito criador!”: uma análise da criação e da responsabilidade do criador em Frankenstein, de Mary Shelly
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Este trabalho tem como objetivo analisar como o romance Frankenstein, de Mary Shelley, problematiza a criação e a responsabilidade do criador, destacando seu potencial como ferramenta literária para reflexões éticas, filosóficas e sociais. A pesquisa desenvolve-se por meio de uma abordagem qualitativa, com foco em análise bibliográfica, explorando o contexto histórico e literário da obra, especialmente as tensões entre Iluminismo e Romantismo. A partir da relação entre Victor Frankenstein e sua criação, investigam-se as implicações morais e os limites da ambição humana, evidenciando como o romance antecipa debates contemporâneos sobre ciência, ética e tecnologia. Conclui-se que Frankenstein ultrapassa seu tempo ao oferecer uma crítica profunda sobre os perigos do poder criativo dissociado da responsabilidade, configurando-se como uma obra fundamental para o pensamento crítico interdisciplinar.

