Avaliação da atividade antimicrobriana de própolis de abelha sem ferrão frente a cepas bacterianas patogênicas
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O presente estudo tem como objetivo avaliar a atividade antimicrobiana da própolis das espécies de abelhas sem ferrão, Cupira (Partamona sp) e Jatí (Plebléia sp), frente a cepas de Enterobacter aerogenes, Salmonella spp., Escherichia coli e Staphylococcus aureus. Foram produzidos extratos hidroalcoolicos a partir de própolis de abelhas Jati e Cupira. Para a análise da atividade antimicrobiana das própolis foi utilizada a técnica de difusão em discos. Utilizando o método Kirby-Bauer, as cepas Enterobacter aerogenes, Sthaphylcoccus aureus, Salmonella spp e Escherichia coli foram semeadas em placas de Petri contendo meio ágar Mueller Hinton e em seguida os extratos, em diferentes concentrações (100mg/mL, 75 mg/mL e 50 mg/mL), foram inseridos nas placas. As placas foram lidas com 12 e 24 horas. O extrato da própolis de Cupira, com 12 e 24 horas de incubação, conseguiu inibir na concentração de 100 mg/mL todas as cepas bacterianas testadas, porém apenas Salmonella spp e Staphylococcus aureus tiveram seus crescimentos bacterianos inibidos nas demais concentrações (75 mg/mL e 50 mg/mL do extrato). Já o extrato da própolis da espécie Jatí, com 12 horas de incubação foi capaz de inibir apenas cepas de Staphylococcus aureus quando puro. No entanto, com 24 horas as bactérias, Enterobacter aerogenes, Salmonella spp. e Staphylococcus aureus foram inibidas na concentração de 100 mg/mL e E. coli não sofreu nenhuma inibição pelo extrato. Portanto, os extratos avaliados obtiveram ação antimicrobiana relevante contra as cepas testadas, porém não tão eficientes quando comparados com o antibiótico ciprofloxacina.

