Desenvolvimento embrionário do coração de quelônios amazônicos (Testudines: podocnemididae)
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Os quelônios, que abrangem tartarugas, cágados e jabutis, pertencem à classe dos répteis da ordem Testudines ou Chelonia. O Brasil se destaca por abrigar 36 espécies de quelônios, incluindo cinco tartarugas marinhas e 31 quelônios continentais, com ênfase na rica biodiversidade da Amazônia, onde 17 espécies continentais são conhecidas. O desenvolvimento cardíaco de répteis é intrinsecamente fascinante, pois esses animais servem como modelos valiosos para estudar a evolução das adaptações cardiovasculares. O sistema cardiovascular é o primeiro a se estabelecer durante o desenvolvimento embrionário dos vertebrados, e muitas características iniciais do desenvolvimento cardíaco de répteis não-crocodilianos são compartilhadas com outras classes de vertebrados amniotas, como aves e mamíferos. Observa-se uma diferenciação significativa na morfologia do coração entre répteis crocodilianos e não-crocodilianos, onde os últimos possuem um septo ventricular incompleto, resultando em uma configuração de três câmaras cardíacas, incluindo dois átrios e um complexo ventrículo com subcâmaras parcialmente septadas. Isso conduz a um sistema de circulação sanguínea diferente do observado em mamíferos. A pesquisa sobre a condução cardíaca de répteis é limitada, e a caracterização da morfologia cardíaca é frequentemente baseada em marcadores moleculares. Este estudo propõe uma revisão abrangente do desenvolvimento do coração de quelônios, com foco especial na família Podocnemididae. No entanto, essa área de pesquisa carece de estudos mais aprofundados, apesar dos avanços já realizados. A compreensão do coração de répteis não-crocodilianos ainda demanda investigações adicionais.
