Saúde mental na universidade: cenários sobre uso de substâncias psicoativas e níveis de ansiedade e depressão entre estudantes.
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No Brasil, o debate em torno da saúde mental na universidade tem ganhado destaque nos últimos anos diante dos novos desafios da formação profissional em diferentes áreas de conhecimento. Em algumas situações, o estudante universitário lida com o distanciamento da família, a sensação de autonomia e liberdade, o gerenciamento da vida pessoal e a rotina intensa de estudos, o que pode levar ao uso problemático de substâncias psicoativas (SPAs) ou mesmo desencadear o adoecimento mental. Objetivou-se avaliar o consumo de substâncias psicoativas e os níveis de ansiedade e depressão entre estudantes de uma universidade pública localizada no interior do Rio Grande do Norte. Trata-se de um estudo transversal com abordagem quantitativa realizado no período de janeiro a março de 2023. Os participantes eram provenientes do campus central da instituição, abrangendo um total de 359 estudantes universitários, determinado por meio de cálculo amostral com uma margem de erro de 5% e um nível de confiança de 95%. A coleta de dados foi realizada por meio de um formulário online que incluía perguntas sobre o perfil socioeconômico e educacional dos participantes; a Escala de Ansiedade e Depressão Hospitalar; e, o Alcohol Smoking and Substance Involvement Screening Test (ASSIST). Os dados foram processados pelo Programa Excel, versão 2007, e exportados para o Statistical Package for the Social Scienses (SPSS) Statistics versão 20.0, sendo analisados por meio de estatística descritiva simples e bivariada, adotando se nível de significância de p< 0,05. O projeto de pesquisa foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) sob o parecer 2.511.02, CAEE 79425717.7.0000.5294. Os resultados apontam sintomas de ansiedade como prováveis (51,53%); e de depressão como improváveis (49,3%). A frequência de uso de álcool, tabaco, cocaína, crack, inalantes, hipnóticos/sedativos, alucinógenos e opioides apresentou correlação significativa com a presença de sintomas ansiosos entre os estudantes universitários (p=0,01). E a presença de sintomas depressivos demonstrou correlação significativa com a frequência do uso de cocaína, crack, inalantes, hipnóticos/sedativos, alucinógenos, opioides e outras substâncias (p=0,01). Reconhece-se a necessidade de maiores investimentos financeiros no desenvolvimento de políticas públicas voltadas à promoção da saúde mental e qualidade de vida na universidade.

