Tolerância de mamoneira (Ricinus communis L.) ao estresse salino
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A mamoneira é uma oleaginosa amplamente cultivada, especialmente no Nordeste brasileiro. No entanto, o cultivo da espécie na região ainda enfrenta importantes limitações, como a escassez de água e a baixa qualidade da água de irrigação, provocando degradação do solo devido ao acúmulo de sais dissolvidos. Essas condições comprometem o crescimento das plantas e reduzem a produtividade agrícola. Diante desse cenário, têm sido desenvolvidos estudos, ao longo do tempo, que relacionam métodos de manejo capazes de atenuar os efeitos da salinização sobre a cultura. Assim, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a tolerância de sete genótipos de mamoneira sob estresse salino durante a fase inicial de crescimento. O experimento foi conduzido em casa de vegetação do Departamento de Ciências Agronômicas e Florestais da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró, RN, Brasil. Foram avaliandos sete genótipos de mamoneira, G1= Vermelho Nativo; G2= Amarelo de Irecê; G3= Vermelho Robison; G4= IAC 80; G5= Nordestina; G6= Guarani e G7= DEPEAL 28, submetidos a dois níveis de salinidade da água de irrigação 0,5 dS m-1 (controle) e 3,5 dS m-1, arranjados em esquema fatorial 7 x 2, em delineamento experimental de blocos casualizados, com cinco repetições. As plantas de mamoneira foram cultivadas em lisímetros com capacidade de 0,5 dm3 de substrato, até os 30 dias após a semeadura (DAS), preenchido com solo coletado do horizonte A de Argissolo Vermelho-Amarelo latossólico e substrato comercial na proporção 1:1. Posteriormente as plantas foram avaliadas quanto percentagem de germinação, altura de plantas, diâmetro do caule, número de folhas, massa seca da folha, caule, raiz e total, índice de tolerância à salinidade, teor de clorofila a, clorofila b e carotenoides. A irrigação com água de 3,5 dS m-1 diminui a germinação, crescimento, acúmulo de biomassa e teor de clorofia e carotenoides dos genótipos de mamoneira. Os genotipos G1, G4, G6 e G7 são moderadamente tolerantes à salinidade e os genótipos G2, G3 e G5 são moderadamente sensíveis à salinidade.

