Atendimento educacional especializado e avaliação inclusiva no ensino médio público
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A educação inclusiva, amparada por legislações como a LDB (Lei nº 9.394/1996), a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) e a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), representa um compromisso ético e legal com a garantia do direito à aprendizagem de todos os estudantes. No entanto, persistem desafios na efetivação dessa política, sobretudo no ensino médio da rede pública, onde barreiras pedagógicas, comunicacionais e estruturais dificultam a participação plena de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Este artigo tem como objetivo analisar a contribuição do Atendimento Educacional Especializado (AEE) na adaptação das práticas avaliativas, tomando como referência a experiência da autora em uma escola estadual. O estudo destaca a importância de uma avaliação inclusiva que considere as singularidades dos estudantes, rompendo com a padronização tradicional e promovendo formas alternativas de expressão do conhecimento. Foram analisadas estratégias pedagógicas organizadas em cinco eixos: formato das avaliações, conteúdo e linguagem, tempo e ambiente, formas de resposta e uso de tecnologias assistivas. O relato de experiência da adaptação de uma avaliação em formato de vídeo ilustra a possibilidade de garantir a participação ativa e significativa do aluno com TEA, sem reduzir os objetivos pedagógicos. Conclui-se que a efetividade da inclusão requer o fortalecimento do AEE, a formação continuada de professores e o investimento em recursos pedagógicos adequados. A avaliação inclusiva, mais do que uma obrigação legal, deve ser compreendida como prática ética e transformadora, que reconhece a diversidade e assegura a equidade no processo educacional.

