Produção de álcool em gel utilizando HPMC e Quitosana como espessantes: uso de um planejamento fatorial 2² e 2³ com repetição
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No decorrer de uma pandemia a higienização das mãos é de extrema importância na prevenção a tais contaminações. Na vigente pandemia do COVID-19 ocorreu um aumento desordenado na procura pelo álcool em gel, causando a sua privação no comércio nacional. Em consequência do aumento da demanda no mercado brasileiro e mundial, o carbopol, que é o principal espessante utilizado na produção de álcool em gel enfrentou escassez especialmente nos primeiros meses da pandemia. Dessa maneira, a substituição do carbopol por outros espessantes alternativos é extremamente necessária. Seguindo nessa busca por um espessante alternativo e com base em alguns estudos iniciais, este projeto teve como objetivo comprovar a utilização do hidroxipropilmetilcelulose HPMC e da Quitosana como substituintes do carbopol na produção do álcool em gel. Para determinar as condições ideais de produção do álcool em gel utilizando o HPMC como espessante, foi realizado um planejamento fatorial 22 com repetição e para determinar as condições ideais de produção do álcool em gel utilizando a mistura de HPMC + quitosana como espessante, foi realizado um planejamento fatorial 23 com repetição. Com o auxílio das seguintes caracterizações de cunho quantitativo: teor alcoólico, densidade, turbidez, condutividade, pH e resistência a centrifugação, juntamente com a avaliação organoléptica de caráter qualitativo. Com isso obteve-se que a análise do teor alcoólico dos ensaios foi satisfatória, em relação a densidade, constatou-se que apesar de uma maior quantidade de quitosana adicionada na solução, os valores de densidade obtidos estão próximos uns dos outros, é importante destacar que o percentual de quitosana é aquele que causa a maior modificação da turbidez das amostras. Ao se analisar a cor dos ensaios, é evidente que os que detém a quitosana sofreram alterações. Em relação ao odor foi constatado bons resultados ao se utilizar o ácido clorídrico. Com base em todos os resultados apresentados anteriormente, pode-se determinar os melhores ensaios, portanto, os ensaios 1 e 2 são os que exibem melhores características para produção do álcool em gel utilizando o HPMC como espessante (amostras com um teor alcoólico de 65 % ou 70 % e percentual de HPMC igual a 0,25 %). Já para os ensaios que utilizam a Quitosana e o HPMC como espessantes, o ensaio 6 é o que exibe melhor característica para produção de álcool em gel, ou seja, a amostra com um teor alcoólico de 70 %, percentual de Quitosana igual a 0,1 % e que utiliza uma solução de ácido clorídrico para regular o pH para aproximadamente 6. Após a finalização dos experimentos utilizando a quitosana, parte dela precipitou, assim, foi realizada a determinação do grau de desacetilação da quitosana no material, obtendo-se um valor médio de 19,33 %. Por essa razão, esse trabalho será dado continuidade e será adquirido uma quitosana de melhor qualidade para a realização de novos testes.
