Ergonomia visando a saúde do programador
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Os ambientes de trabalho vêm se modernizando mais ao longo das décadas e, com isso, práticas sustentáveis vêm sendo requeridas para preservar a saúde física e mental dos funcionários. Portanto, a aplicação dos conceitos de ergonomia vem sendo crucial para garantir a saúde ocupacional dos trabalhadores. Além do fator humano, a implementação eficiente de tais práticas beneficia também a qualidade do que é desenvolvido pela empresa, uma vez que esta depende das condições de saúde do trabalhador. A norma NR-17 visa assegurar a aplicação de medidas ergonomicamente eficazes ao propor análises ergonômicas sistemáticas das condições de trabalho, com uso de informações de cunho qualitativo e quantitativo. O profissional de programação pode ser acometido por condições decorrentes do sedentarismo inerente às suas funções, como desconfortos e problemas ósseos, musculares e visuais. Problemas típicos no ambiente de trabalho do programador incluem mesas e cadeiras inadequadas, ausência de equipamentos ergonômicos de apoio, má iluminação e mobílias mal posicionadas próximas a locais de intenso ruído ou radiação solar. O presente trabalho apresenta uma revisão da literatura abrangendo os principais requerimentos ergonômicos à saúde do programador, contextualizada na NR-17 e em normas complementares. Um cenário de um escritório ergonomicamente problemático é proposto, complementarmente à uma análise ergonômica. Uma análise da literatura também é apresentada verificando quantitativamente os benefícios na saúde física e mental dos trabalhadores após a adoção de práticas ergonômicas efetivas. Espera-se que o presente estudo contribua para orientar profissionais de programação e seus gestores às boas práticas ergonômicas no ambiente de trabalho.

