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Fenologia, produção e qualidade de sementes de variedades crioulas e comerciais de feijão e milho em sistema de sequeiro no estado do Rio Grande do Norte

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As sementes crioulas são verdadeiros tesouros genéticos que não somente conservam suas características originais, mas também a tradição e costumes de um determinado povo. Embora compreendendo essas vertentes sociais e produtivas, ainda pouco se sabe sobre as sementes crioulas no quesito de suas eficiências produtivas em comparação às sementes de uso convencional. Portanto, como objetivo, esta pesquisa avalia a fenologia, produção e a qualidade fisiológica de sementes crioulas de milho e feijão cultivadas na região Leste do Rio Grande do Norte. Para tanto, foram implantadas duas áreas, nos municípios de Macaíba/RN (feijão) e Ceará-mirim/RN (milho), sob distintas condições edafoclimáticas. As duas áreas de cultivo foram implantadas com o milho e feijão em delineamento experimental de blocos ao acaso com 8 tratamentos (variedades) e 4 blocos, totalizando 32 parcelas experimentais. As variedades crioulas de milho (Porto Rico, Ligeirinho, Pingoró e Metro Vermelho) e as sementes convencionais de milho (BRS 4103, BRS Cruzeta, BRS Gorutuba e BRS Potiguar). As variedades crioulas de feijão (Sempre Verde, Pingo de Ouro, Chico Joaquim e Paulistinha) e as sementes convencionais de feijão (BRS Tumucumaque, BRS Pajeú, Riso do Ano e BRS Potengí), ambas as sementes foram doadas por agricultores tradicionais de diferentes regiões do estado do Rio Grande do Norte e pela EMPERN. A primeira fase de estudo se deu em avaliar a fenologia e a produção dos genótipos de milho e feijão, utilizando parâmetros de avaliação para o milho (Dias para Emissão do Pendão, Dias para Emissão da Espiga, Dias da Antese a Colheita, Biometria da Espiga, Biometria da Semente) e parâmetros de avaliação para o feijão (Dias para Floração, Dias para Maturação das Sementes, Número de Flores por Planta, Porcentagem de Abortamento de Flores, Número de Vagens por Planta, Número de Sementes por Vagem e por Planta, Biometria da Semente). A segunda fase foi realizada em laboratório para avaliar a germinação das sementes produzidas na primeira etapa, avaliando-se a germinação, plantas anormais, comprimento da parte aérea, comprimento da raiz, massa seca da raiz e massa seca total. O milho Pingoró demonstrou ser a variedade mais tardia, chegando ao período de colheita somente aos 114 dias após a semeadura. A variedade de milho Metro Vermelho apresentou sementes com o maior comprimento (10,61 mm), maior espessura (4,59 mm) e largura (9,45 mm) dentre as cultivares. A variedade de feijão Chico Joaquim foi a que apresentou maior ciclo, porcentagem de abortamento de flores e dias para floração. A maior taxa de germinação (99%) foi da variedade Riso do Ano. Já as variedades com as menores taxas de germinação foram, em ordem decrescente, Sempre Verde (87%), Paulistinha (89%) e Pingo de Ouro (91%). As variedades de milho Metro Vermelho e Pingoró apresentaram maior Número Total de Sementes. As variedades de feijão Chico Joaquim e Sempre Verde obtiveram melhores resultados fenológicos e produtivos no teste de germinação em comparação às cultivares convencionais, sendo estes genótipos crioulos os mais recomendados para cultivo na região Leste Potiguar sob condições de sequeiro.



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