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A “institucionalização” da pauta da equidade de gênero pelo Poder Judiciário brasileiro

dc.contributor.advisorMaia, Mário Sérgio Falcão
dc.contributor.advisormailrepositorio@ufersa.edu.br
dc.contributor.authorRodrigues, Juliane
dc.contributor.referee1Maia, Mário Sérgio Falcão
dc.contributor.referee2Gomes, Marília Passos Apoliano
dc.contributor.referee3Montezuma, Talita de Fátima Pereira Furtado
dc.coverage.spatialMossoró
dc.date.accessioned2025-09-12T19:44:44Z
dc.date.available2025-09-12T19:44:44Z
dc.date.issued2024-02-23
dc.description.abstractNa presente dissertação propomos analisar a “institucionalização” da pauta da equidade de gênero no âmbito do Poder Judiciário brasileiro, por meio da análise das medidas de promoção da participação feminina, que ganharam destaque com a Resolução CNJ nº 255/2018. A referida norma instituiu a Política Nacional de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário brasileiro, trazendo uma série de medidas a serem colocadas em prática pelas instituições judiciárias. Nesse contexto, termos trabalhados pelo feminismo ganham destaque, como “gênero”, “mulher”, “representação” e “interseccionalidade”, visto que presentes nos textos das Resoluções, Portarias e outras medidas adotadas pelo Conselho Nacional de Justiça. Com isso, pretendemos compreender como vem se desenhando o plano de atuação do Poder Judiciário no enfrentamento da desigualdade de gênero no âmbito institucional e como vem desenvolvendo o trabalho dessa temática com a Política Nacional de Incentivo à Participação Institucional Feminina. O objetivo principal é realizarmos a análise do problema da desigualdade de gênero, a partir da identificação de fatores responsáveis pelos atos discriminatórios contra as magistradas, partindo de uma abordagem feminista decolonial do poder, para trazer problematizações pertinentes sobre as formas como o Poder Judiciário entende promover a participação feminina na instituição. A finalidade é a de observar se estamos caminhando rumo a participação feminina no exercício da magistratura e os obstáculos na implementação dessa política. Para isso, realizamos um estudo de natureza bibliográfica e documental. No que se refere a bibliografia utilizada destacamos María Lugones, Aníbal Quijano, Carol Smart, Carla Akotirene e Sueli Carneiro. Quanto a análise documental, utilizamos pesquisas acerca das desigualdades de gênero e da base de dados do Conselho Nacional de Justiça, a partir dos quais identificamos e selecionamos as medidas adotadas pelo CNJ entre os anos de 2018 e 2023. Dentre as conclusões alcançadas, notamos que é importante a adoção de políticas afirmativas para a promoção da participação feminina no Poder Judiciário. Entretanto, observamos uma tendência de universalidade e neutralidade por parte da instituição no tratamento das condições interseccionais de raça, etnia, orientação sexual, identidade de gênero, dentre outras que quando não observadas, implementam cenários de desigualdades identificados na instituição judicial. Além disso, notamos que existe uma série de dificuldades de compreensão, fomentadas pela manutenção de formas de entendimento da temática aplicado às medidas de promoção da participação feminina, especialmente quando consideramos a inexistência de uma discussão do cenário de desigualdades no acesso e exercício da magistratura, a partir de elementos históricos, culturais e econômicos. Isso porque observamos que os estudos realizados pelo Conselho Nacional de Justiça privilegiam uma visão ainda restrita a fatores de ordem classificatória e quantitativa, utilizando de binarismos de gênero, limitadas a cenários específicos, como as desigualdades no acesso aos cargos da magistratura em Tribunais de segundo grau. Essa forma de atuação fortalece um entendimento restrito acerca das desigualdades que atingem as mulheres no acesso e exercício de cargos da magistratura, em especial os cargos de poder e decisão. Observamos que isso nos impede de realizar a desconstrução de entendimentos utilizados nas medidas adotadas pelo Poder Judiciário, que apenas contribuem na invisibilidade de cenários de discriminação contra as mulheres no exercício da profissão da magistratura.
dc.description.abstract2In this dissertation, we propose to analyze the “institutionalization” of the gender equity agenda within the scope of the Brazilian Judiciary, through the analysis of measures to promote female participation, which gained prominence with CNJ Resolution No. 255/2018. This norm established the National Policy to Encourage Women's Institutional Participation in the Brazilian Judiciary, bringing a series of measures to be put into practice by judicial institutions. In this context, terms used by feminism gain prominence, such as “gender”, “woman”, “representation” and “intersectionality”, as they are present in the texts of Resolutions, Ordinances and other measures adopted by the National Council of Justice. With this, we intend to understand how the Judiciary's action plan has been designed to combat gender inequality at the institutional level and how the work on this topic has been developing with the National Policy for Encouraging Women's Institutional Participation. The main objective is to carry out an analysis of the problem of gender inequality, based on the identification of factors responsible for discriminatory acts against female judges, based on a decolonial feminist approach to power, to bring pertinent problematizations about the ways in which the Judiciary intends to promote female participation in the institution. The purpose is to observe whether we are moving towards female participation in the exercise of judiciary and the obstacles in the implementation of this policy. To this end, we carried out a bibliographic and documentary study. Regarding the bibliography used, we highlight María Lugones, Aníbal Quijano, Carol Smart, Carla Akotirene and Sueli Carneiro. As for documentary analysis, we used research on gender inequalities and the database of the National Council of Justice, from which we identified and selected the measures adopted by the CNJ between the years 2018 and 2023. Among the conclusions reached, we note that It is important to adopt affirmative policies to promote female participation in the Judiciary. However, we observed a tendency towards universality and neutrality on the part of the institution in the treatment of intersectional conditions of race, ethnicity, sexual orientation, gender identity, among others that, when not observed, implement scenarios of inequalities identified in the judicial institution. Furthermore, we note that there are a series of difficulties in understanding, fostered by the maintenance of ways of understanding the theme applied to measures to promote female participation, especially when we consider the lack of a discussion of the scenario of inequalities in access to and exercise of the judiciary, based on historical, cultural and economic elements. This is because we observed that the studies carried out by the National Council of Justice privilege a vision that is still restricted to factors of a classificatory and quantitative order, using gender binaries, limited to specific scenarios, such as inequalities in access to judicial positions in high court courts. This form of action strengthens a restricted understanding of the inequalities that affect women in accessing and exercising judicial positions, especially positions of power and decision-making. We note that this prevents us from deconstructing understandings used in the measures adopted by the Judiciary, which only contribute to the invisibility of scenarios of discrimination against women in the exercise of the profession of judiciary.
dc.description.physical118 f. : Il.
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal - CAPES
dc.format.mimetypepdf
dc.identifier.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/3299003013769677
dc.identifier.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/0470562782172740
dc.identifier.bibliographicCitationRODRIGUES, Juliane. A “Institucionalização” da pauta da equidade de gênero pelo Poder Judiciário brasileiro. 2024. 118 f. Dissertação (Mestrado em Direito) - Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, 2024.
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufersa.edu.br/handle/prefix/14099
dc.language.isopt_BR
dc.publisher.centerCentro de Ciências Sociais Aplicadas e Humanas - CCSAH
dc.publisher.countryBrasil
dc.publisher.initialsUFERSA
dc.publisher.institutionUniversidade Federal Rural do Semi-Árido
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Direito
dc.rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess
dc.rights.holderUFERSA
dc.rights.licenseAttribution-ShareAlike 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/br/
dc.subject.cnpqCIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO
dc.subject.keywordEquidade de gênero
dc.subject.keywordResolução CNJ nº 255/2018
dc.subject.keywordParticipação feminina no Poder Judiciário brasileiro
dc.subject.keywordGender equity
dc.subject.keywordCNJ Resolution No. 255/2018
dc.subject.keywordFemale participation in the Brazilian Judiciary
dc.titleA “institucionalização” da pauta da equidade de gênero pelo Poder Judiciário brasileiro
dc.title.alternativeThe “institutionalization” of the gender equity agenda by the brazilian judiciary
dc.typeinfo:eu-repo/semantics/masterThesis

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