Mobilização de reservas durante o crescimento pós-germinativo em girassol sob estresse salino e osmótico aplicados de forma isolada e combinada
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Este trabalho teve como objetivo investigar as alterações no padrão de mobilização das reservas e partição dos produtos de mobilização em girassol durante o estabelecimento da plântula sob estresse salino e osmótico aplicados de forma isolada e combinada. Para tanto, sementes germinadas do híbrido Helio 253 foram cultivadas em meio ágar-água 4 g/L sem adições (controle) ou suplementado com agentes estressores sob condições controladas durante 72 h. Foram realizados três experimentos, verificando-se os efeitos de tratamentos salinos isolados (NaCl 0, 50 e 100 mM), tratamentos osmóticos isolados (D-manitol 0, 100 e 200 mM) ou tratamento controle, salino (NaCl 100 mM), osmótico (D-manitol 200 mM) e isosmótico combinado (NaCl 50 mM e D-manitol 100 mM). O estresse salino e o estresse osmótico aplicados de forma isolada afetaram diferencialmente a mobilização das diversas reservas. Tanto o estresse salino quanto o estresse osmótico retardou a mobilização dos lipídios e do amido, mas apenas o estresse osmótico acelerou a degradação das proteínas. O retardo da mobilização do amido e dos lipídios é acompanhado pela acumulação de açúcares não redutores nos cotilédones, os quais podem estar implicados em um mecanismo de regulação que envolve a relação fonte-dreno. A diminuição do conteúdo de proteínas e o aumento do conteúdo de aminoácidos livres no eixo em crescimento pode indicar a ocorrência de distúrbios no metabolismo das proteínas nas plântulas expostas ao estresse salino ou osmótico isolado. A exposição das plântulas ao estresse salino combinado ao estresse osmótico, sob condiçãoisosmótica em comparação com os estresses isolados, não afetou a mobilização das reservas de carbono e de proteínas. Os tratamentos salino isolado e o isosmótico combinado não afetaram o estado hídrico dos cotilédones e do eixo em crescimento, nem a distribuição do K+ entre estas partes. No entanto, o tratamento osmótico isolado afetou o estado hídrico dos cotilédones. Tomando os resultados em conjunto, é possível concluir que as respostas apresentadas pelas plântulas de girassol, em termos de mobilização de reservas, são características para o estresse salino combinado ao estresse osmótico e não podem ser extrapoladas a partir das respostas apresentadas para estes estresses aplicados de forma isolada.

