Avaliação hematológica, hepática e renal de cães positivos em tratamento para Leishmaniose visceral canina
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A Leishmaniose Visceral Canina (LVC) é uma doença infecciosa, não contagiosa e sem cura parasitológica, que causa alterações sistêmicas, principalmente hematológicas, hepáticas e renais, sendo esta última a principal causa da morte de cães com LVC (GREENE,2015). Nesta pesquisa, objetivou-se acompanhar, durante os primeiros 60 dias de tratamento, as interferências fisiológicas causadas pela LVC e pelos medicamentos utilizados no tratamento em cães positivos para LVC. Para este estudo, foram avaliados, 9 animais positivos para LVC em tratamento. Para isso, cada animal teve sua urina e sangue coletados antes de iniciar o tratamento e com 30, 45 e 60 dias decorridos. A partir das amostras de urina, realizou-se urinálise, bioquímica urinária, relação proteína/creatinina urinária (UPC) e GGT urinária; do sangue, efetuou-se o hemograma; e do soro sanguíneo, mensurou-se os parâmetros: ureia, creatinina, proteína total e frações, fosfatase alcalina, aspartato aminotransferase e GGT. Os cães com LVC antes do tratamento apresentaram principalmente alterações renais; predominância de uma anemia normocítica e hipocrômica; hiperproteinemia; hipoalbuminemia e hiperglobulinemia. Aos 60 dias de tratamento, foi constatado que: nenhum animal apresentava cilindrúria e hematúria; 89% apresentaram GGT urinária, VCM e hematócrito dentro dos valores de referência; 77,8% apresentaram o número de hemácias e o valor de hemoglobina dentro da normalidade; 66,7% apresentaram valores de ureia sérica e o CHCM dentro dos valores de referência; 55,6% apresentaram valores de creatinina sérica e um UPC dentro dos valores de referência. Não foram observadas alterações significativas no leucograma e resultados de bioquímica hepática em nenhum dos 4 momentos analisados . Concluiu-se que aos 60 dias de tratamento há uma regressão das alterações renais e nas alterações quantitativas e qualitativas das hemácias na maior parte dos animais positivos para LVC, em estágio 2 da doença renal crônica, entretanto, nem todos os animais atingiram o status desejado de não-azotêmico e não-proteinúrico, demonstrando assim, a necessidade do monitoramento bioquímico sérico e urinário.
