Feiras de ciências no semiárido potiguar: um estudo de caso sobre dificuldades e motivações dos professores-orientadores na FERA
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O presente trabalho trata-se da temática das feiras de Ciências e apresentando-as como uma potente estratégia pedagógica e cultural na educação básica, capaz de promover o protagonismo estudantil na Educação Básica, com foco na atuação da Feira de Exposição Regional Acadêmica (FERA), contexto do Semiárido Potiguar. Buscamos como objetivo geral analisar a percepção dos docentes da rede pública sobre a feira de Ciências como instrumento pedagógico, identificando os desafios estruturais e as estratégias de superação. A pesquisa se justifica pela necessidade de compreender a contradição entre o potencial formativo da Iniciação Científica e a precarização vivenciada nas escolas, onde a sustentação dos projetos depende majoritariamente da resistência e motivação do (a) professor (a) - orientador (a) frente à ausência de suporte estrutural. Metodologicamente, o estudo ocorre através de uma abordagem qualitativa do tipo estudo de caso, de caráter exploratório, cujos dados foram coletados por meio de rodas de conversa com 35 professores e submetidos à Análise de Conteúdo Categorial Temática. Os resultados revelam um cenário marcado pela escassez de recursos financeiros e materiais, mitigado pelo “fator humano” como mola mestra. A motivação docente, embora sustentada pela “paga emociaonal” decorrente da inclusão social dos discentes, denuncia a responsabilidade individual dos sujeitos, evidenciando que fazer ciência nessas condições é um ato político de resistência. Conclui-se que é urgente uma aproximação efetiva da universidade com o chão da escola para fortalecer a cultura científica regional, além de maior investimento público, para que a cultura científica regional não dependa do sacrifico pessoal dos professores.

