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Métodos de produção de biodiesel de óleo de algodão: revisão da literatura

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Com a Primeira e a Segunda Revolução Industrial, os combustíveis fósseis se tornaram as maiores fontes de ofertas energéticas utilizadas mundialmente. No entanto, por se tratarem de fontes de energias não renováveis, são altamente poluidoras e contribuem de forma expressiva para o aquecimento global e o efeito estufa. A partir disso, houve o surgimento dos biocombustíveis, que são fontes de energias renováveis, de origem vegetal ou animal, sendo o biodiesel um dos biocombustíveis que tem maior destaque no cenário brasileiro, com o algodão como uma das matérias-primas utilizadas, devido não possuir competitividade alimentícia, e por seu caroço apresentar cerca de 30 a 38% de rendimento de óleo. Dessa forma, o presente trabalho analisou na literatura os diferentes métodos de produção de biodiesel de óleo de algodão, visto que o algodão é uma das matérias-primas mais utilizadas para a produção de biodiesel no Brasil, sendo esta produção realizada por meio de diversas metodologias e tecnologias diferentes, que visam melhorar a qualidade e o rendimento do biodiesel. Com isso, foram discutidas as principais rotas tecnológicas utilizadas para a síntese deste biodiesel. Diante disso, para o desenvolvimento deste trabalho, foram realizados estudos bibliográficos, através das bases de dados Google Acadêmico, CAPES, SCIELO e ScienceDirect, e pesquisas em sites oficiais (ANP, ABRAPA, AMIDA, CGEE, CONAB, MAPA, MDA, SEBRAE). Para as análises dos dados foram selecionados os trabalhos encontrados nos últimos 15 anos (2006-2021) que apresentaram análises físico-químicas relacionadas ao óleo utilizado ou ao biodiesel produzido. Assim, ao comparar estes dados com as especificações de qualidade do biodiesel estipulada pela Resolução ANP nº 45/2014, observou-se que a metodologia que estava mais adequada para a produção de biodiesel de algodão foi a transesterificação, utilizando o óleo de algodão refinado, o qual foi submetido a um pré-tratamento (degomagem), utilizando para síntese etanol como álcool, com uma razão molar de 1:6 (óleo: álcool), e o KOH como catalisador, obtendo cerca de 96,51% de éster. No entanto, também tiveram outras metodologias viáveis para a síntese de biodiesel de óleo de algodão, mas devido não apresentarem todos os parâmetros de análises estudados por este trabalho, considerou-se que estas metodologias não eram adequadas para a viabilização e comercialização do biodiesel. Assim, espera-se que este estudo possa auxiliar outros pesquisadores na produção de biodiesel do óleo de algodão, pois sabe-se que a sua produção possibilita diversos benefícios ambientais, econômicos e sociais.



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