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Compostos emergentes em efluentes sanitários antes e durante a pandemia da sars-cov-2: detecção, eficiência de remoção e avaliação do risco ecológico

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Os contaminantes emergentes, tema relativamente recente, começaram a ser investigados dentro dos últimos 30 anos em função dos efeitos adversos que poderiam causar ao meio ambiente (ou em saúde única). Estudos comprovam o aumento dos contaminantes Estrógenos, Antibióticos e Drogas Antiepilépticas/Antipsicóticas, mais frequentemente avaliados, podendo ocasionar disfunções ao sistema endócrino humano (como distúrbios metabólicos, disfunções das glândulas tireoides, pancreática e nos ovários femininos) e animal (feminilização de peixes machos e decréscimo da fertilidade das aves), câncer (tireóide) e até mesmo levar à morte. Tal contaminação é proveniente do uso, descarte inadequado e excreção de fármacos, cosméticos de higiene de uso humano e veterinário, agroquímicos, dentre outros. Desta forma, esse trabalho analisou o conhecimento atual sobre a temática dos contaminantes emergentes presentes nas águas residuárias mundiais. Para tal, realizou-se um monitoramento bibliográfico em artigos publicados antes e durante a pandemia da SARS-CoV-2, analisando sua presença, eficiências de remoção e riscos ecológicos. Entre 2018 – 2022 foram realizadas 731 buscas de artigos publicados no Portal de Periódicos Capes, todos na base de dados Scopus. Um total de 37 contaminantes emergentes foram avaliados em 15 países, e foi possível verificar que os Estrógenos e Antibióticos se sobressaíram no aumento de consumo durante o período pandêmico, em termos quantitativos, cresceram 31.775% e 19.544%, respectivamente, em contrapartida os Reguladores Lipídicos diminuíram 51% o seu consumo nos anos de 2020 – 2022. Com base na revisão de literatura para cada classe terapêutica foi apontado a tecnologia de tratamento mais adequada para removê-los. O risco ecológico foi calculado para os antibióticos analisados, e foram classificados em alto risco ecológico, destacando o composto Ciprofloxacina - CIP, que foi o único que apresentou alto risco antes e durante a pandemia, ou seja, ele possui a maior probabilidade de causar efeitos adversos a entidade ecológica em condições de exposição específicas. Este estudo servirá de base para órgãos reguladores que visem implementar limites de emissão de micro contaminantes no meio ambiente, bem como analisar e subsidiar métodos de tratamento eficazes para um determinado tipo de composto químico, além de servir como instrumento que busca promover a qualidade de vida das atuais e futuras gerações.



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