Do sertão à sala de aula: cordéis de Antônio Francisco em libras como uma possibilidade
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Os indivíduos surdos, geralmente, ficam à margem sobre o acesso às informações e, apesar de ser um direito linguístico, existem diversos fatores nos meios sociais que contribuem para a exclusão social e educacional deste grupo. Como fundamentação teórica para esta pesquisa temos as contribuições de: Antonio Cândido (1988); Garbe (2012); Strobel (2009); Alves e Peixoto (2021). O presente trabalho abre uma discussão sobre a importância da literatura na vida das pessoas, em seu processo formador e humanizador, bem como, ressalta a relevância da literatura de cordel e visual para surdos. Desta maneira, propomos como objetivo discutir o direito de acesso aos surdos à literatura, buscando mostrar qual a importância da produção de conteúdo de Literatura em Libras, como também, apresentar uma alternativa acessível para a sala de aula utilizando traduções de cordéis do autor Antônio Francisco para Libras.A metodologia utilizada foi de cunho qualitativo segundo Minayo (2001) e Gerhardt; Silveira (2009), a qual atenta-se para uma melhor compreensão da discussão proposta, para coleta de dados foi realizado um formulário e aplicado para três alunos surdos e dois professores surdos do curso de Letras Libras, ambos com vínculos na Universidade Federal Rural do SemiÁrido. Propondo, assim, uma interação entre a cultura nordestina, literatura de cordel e comunidade surda, além de trazer uma discussão relevante dentro e fora do campo universitário. Ao final do trabalho, pudemos observar a efetividade do processo e da tradução, por meio dos dados coletados com os participantes da pesquisa
