Fluxo de gases do efeito estufa (CO2, CH4, N2O) em monocultivos de carcinicultura
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A principal causa do aquecimento global é o acúmulo de gases que absorvem a radiação infravermelha na atmosfera terrestre, fenômeno conhecido como efeito estufa. O dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso (NO2) são os principais GEEs emitidos a partir das atividades antrópicas. As atividades realizadas em ecossistemas aquáticos, como a aquicultura, têm contribuído para o acúmulo desses gases. Desta forma, conhecer a dinâmica de emissão de GEE é de extrema importância para a avaliação da sustentabilidade ambiental da carcinicultura. Assim, é relevante quantificar o fluxo de GEE proveniente da carcinicultura. Diante do exposto, este trabalho objetiva avaliar a dinâmica do fluxo de GEE em sistemas de monocultivos de camarão marinho (Litopenaeus vannamei). A pesquisa foi realizada em duas fazendas de aquicultura, ambas localizadas no semiárido brasileiro. Com a finalidade de mensurar a produção de GEE, foram monitorados três cultivos de camarão. A dinâmica da emissão difusiva e ebulitiva dos gases CO2, CH4, e N2O foi monitorada nos períodos diurno (06h) e noturno (18h). Os resultados indicaram que a densidade de estocagem é o principal regulador das emissões ebulitivas de CO2. Foi observada uma tendência decrescente nas emissões difusivas de CO2. A aeração desempenhou um papel importante no controle das emissões difusivas e ebulitivas de CH4 e N2O, reduzindo suas emissões. As emissões difusivas de CH4 superaram as emissões ebulitivas, e a presença de oxigênio suprimiu a via anóxica para N2O, fazendo os viveiros atuarem como sumidouros para esse gás. Este estudo destaca a influência da densidade de estocagem, aeração, parâmetros físico-químicos e abundância de fitoplâncton no fluxo de GEE. E, ressalta a importância de considerar e otimizar esses fatores no manejo de sistemas de cultivo de camarão, visando alcançar práticas sustentáveis e ecologicamente menos impactante e mitigar as emissões de GEE
