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O curso normal de Angicos (1951-1971)

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As Escolas Normais, no Brasil, foram criadas com o objetivo de ampliar a formação de professores, o que por sua vez implicaria na redução do número de mestres-leigos nos espaços escolares, especialmente na educação primária. O Rio Grande do Norte, que por um longo período contava apenas com duas escolas normais, em Natal e Mossoró, foi contemplado, através da Lei Estadual n.º 621, de 06 de dezembro de 1951, com 14 espaços formativos, chamados inicialmente de Cursos Normais Regionais, dentre elas, o da cidade de Angicos, objeto de estudo dessa investigação. Desta forma, nosso objetivo consiste em inscrever e analisar, no contexto educacional e cultural, a história do Curso Normal de Angicos, através dos marcos legais e do acervo documental ainda existente.. Para alcançarmos esses objetivos, realizamos uma análise documental (Gil, 2008), na documentação disponível na instituição. Ao analisarmos, nos ancoramos nas discussões e postulados de Magalhães (2004), acerca das instituições educativas e formativas e de seus impactos na sociedade. Ao longo do processo historiográfico sobre o Curso Normal de Angicos e a sua existência, pudemos observar reminiscências de uma instituição pautada na perspectiva de avanço da educação e combate ao analfabetismo na região, através de turmas mistas onde, no tempo prescrito, diplomar-se-iam os estudantes, tornando-se um espaço de referência para a cidade e para a região e, através do zelo à formação docente, forjou, para o Sertão Central Potiguar, pessoal apto para o trabalho com as crianças. Compreendemos, portanto, que esse espaço de formação contribuiu amplamente para a disseminação de ideias, de concepções pedagógicas e para o próprio forjar docente de outras gerações. Esse fluir normativo, ecoou a esperança em tempos melhores, onde a sociedade se tornaria sanitarizada, moral e nacionalista, portanto, é dessa mistura que se constituiu a identidade do Ensino Normal de Angicos.



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