O uso das figuras de linguagem onomatopeia e metáfora na construção de sentido em Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa
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Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa (GR), é considerada uma das melhores obras da literatura brasileira, não só pela riqueza vocabular e a re (invenção) da língua que nela encontramos, mas também diante do fato de ela permitir ao leitor experienciar diversas emoções, diante do processo de humanização que ela compreende. Na voz de Riobaldo, protagonista do romance, digressando entre passado e presente, o leitor se depara com os dilemas experienciados na travessia da vida, comum a qualquer ser, como a dor, o sofrimento, a angústia. Entendendo a linguagem como um instrumento de relevância para o entendimento da profundidade de Grande Sertão: Veredas, o objetivo deste artigo é realizar uma breve identificação e análise de algumas figuras de linguagem, de som e de sintaxe, encontradas na obra. Para tanto, valemo-nos de uma pesquisa qualitativa, de caráter bibliográfico e analítico, em que foram selecionados alguns trechos da narrativa para serem examinadas as figuras de linguagem. Ao final, concluímos que, apesar de as figuras serem usadas de maneira pouco convencional por GR, elas são essenciais tanto para a construção de sentido do romance, quanto para evidenciar aspectos singulares da construção do escritor.
