As contribuições do atendimento educacional especializado no apoio às crianças com TEA: uma perspectiva bibliográfica
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O Atendimento Educacional Especializado (AEE), com base em diversos teóricos da área, constitui um serviço imprescindível para o desenvolvimento integral e inclusivo de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), isso porque o referido serviço púbico compõe um suporte pedagógico especializado que suplementa a educação básica regular. Em razão disso, este trabalho, de forma geral, se debruçou a analisar, tendo por ponto de partida uma pesquisa bibliográfica e também as contribuições do atendimento educacional especializado na instrução às crianças com TEA na atualidade e, assim, aferindo seus aspectos práticos no tocante a sua eficácia bem como os desafios na instrumentalização deste serviço. A razão pela escolha dessa temática consiste no fato, público e notório, com aumento exponencial da demanda do serviço de AEE em razão alto índice de alunos com TEA nas escolas regulares, mas também pela necessidade de compreender como o referido atendimento pode efetivamente contribuir para o ensino-aprendizado dessas crianças, mormente, no que diz respeito às dificuldades de natureza prática e as burocracias observadas em municípios de pequeno porte. Quanto a metodologia adotou-se a pesquisa bibliográfica, com investigações em sites como SciELO, Google Acadêmico, repositórios de trabalhos acadêmicos da UFERSA e, notadamente, em documentos oficiais do Ministério da Educação. No que concerne arcabouço referencial utilizou-se autores como Camargo e Bosa (2009), Mantoan (2006), Kassar (2011), Pasian, Mendes e Cia (2017), Pletsch (2009), Oliveira (2010), entre outros pesquisadores da área de educação especial e inclusiva. Com efeito, em que pese o AEE seja imprescindível para o aprimoramento de crianças com TEA, proporcionando oportunidades de incremento da competência social e aprendizagem, no entanto, sua aplicação prática enfrenta desafios por vezes intransponíveis, notadamente, em municípios com baixa densidade populacional, onde a falta de profissionais qualificados e a ausência de políticas públicas voltada à formação e à capacitação dos profissionais comprometem a qualidade do atendimento.

