Avaliação da sorção do Ametryn em solos da região nordeste do Brasil
Date
Authors
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
Abstract
Aliado ao crescimento da agricultura moderna, está o visível aumento no consumo de herbicidas em larga escala. Elevando, consequentemente, as preocupações com contaminação de produtos, solo e água. O conhecimento dos fatores que influenciam na movimentação dos herbicidas no solo, como a sorção, pode gerar informações úteis para praticar uma agricultura mais eficiente e menos danosa ao meio ambiente. O objetivo deste trabalho foi avaliar a sorção do ametryn em cinco solos da região Nordeste do Brasil: Neossolo Quartzarênico; Argissolo; Espodossolo; Latossolo, Cambissolo, utilizando ensaios biológicos. Os experimentos foram conduzidos em casa-de-vegetação no delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições. As unidades experimentais foram constituídas por vasos com capacidade de 240 mL preenchidos com os solos e o substrato inerte (areia lavada), onde foram semeadas a planta bioindicadora (Cucumis sativus) e posteriormente foram aplicadas doses crescentes (0, 12,5, 25, 50, 100, 200, 400 g ha-1 ) do ametryn. Aos 15 dias após a emergência das plântulas bioindicadoras, foi avaliada a intoxicação das plantas indicadoras (fitotoxicidade), que depois foram seccionadas rente ao solo e levadas à estufa com circulação de ar forçada a 65 °C, até atingir massa constante, em seguida determinou-se a massa seca e a dose capaz de inibir 50 % do acúmulo de matéria seca (C50). Calculou-se a relação de sorção a partir dos dados obtidos pelo C50 dos solos em relação à resposta obtida em areia para a espécie indicadora. A relação de sorção do ametryn, calculada entre C50 da areia e dos solos, apresentou a seguinte ordem decrescente: Argissolo > Espodossolo > Cambissolo > Neossolo Quartzarênico > Latossolo. O ametryn apresentou baixa sorção nos solos, o que pode favorecer a movimentação deste composto no perfil destes solos.

