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Memorial

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As páginas que seguem reportam a vida acadêmica de um dos docentes na Universidade Federal do Semi-Árido que demonstra as referências de ensino, pesquisa e extensão e de gestão, O menino que nasceu na cidade de Fortaleza, Ceará, em uma noite de novembro nos anos 70 é filho de pessoas simples. Iracema Carneiro Feijó, hoje, com 74 anos. Mulher determinada que foi “doada” para uma casa de família, pois os pais não podiam manter o sustento da casa. A mesma terminou a 5ª. série do antigo ginásio. Com ela, aprendi a lutar pela vida, não desistir jamais. José Ribamar Fontenele Feijó, nos dias atuais, com 91 anos, que terminou o científico. Homem simples, de um coração enorme, com ele aprendi a honestidade que carrego comigo. O menino cursou o primário e o ginásio em escola particular, colégio Ari de Sá Cavalcante (Farias Brito), com sacrifício para pagamento das mensalidades, mas Dona Iracema e Seu Ribamar, fazima questão dos filhos em escola que ensinasse bem para o futuro dos filhos. Estudava durante o semestre e nas férias, ajudava os pais com afazeres do pequeno negócio. Ora venda de roupas ou escola de datilografia. Eram dias difíceis, mas de extrema satisfação. O menino sempre teve na casa de morada, animais de companhia. E quando passava, os comerciais de ração Bonzo, na marca Purina, já sabia que um dia seria médico veterinário. O menino cresceu e fez vestibular para a Universidade Federal do Ceará e Univesidade Estadual do Ceará. A mãe do menino falou que ele tinha que passar em universidade pública, pois não tinha dinheiro para universidade privada. No final dos anos oitenta, os pais o acordam no meio da noite porque ouviram o nome do menino no rádio. Os pais ainda sem acreditar, foram até o colégio Farias Brito, na avenida Duque de Caxias para confirmar o feito. Era verdade. O menino tinha logrado êxito no temido vestibular da universidade publica, onde a concorrência fora de 1 vaga para cada 25 pessoas. As lágrimas rolaram, pois surgia a possibilidade de dias melhores. A entrada na Universidade Estadual do Ceará em 1988 foi associada a salvar vidas de animais. O menino começou a ter a certeza que a medicina veterinária é a melhor profissão do mundo, sendo capaz de estar presente em todas as fases da vida das pessoas, como a inspeção de alimentos, biotecnologia e aplicação de novos fármacos. Os dados que seguem nas próximas páginas demonstram a história de vida do pesquisador e professor Francisco Marlon Carneiro Feijó, que muitas vezes se confundem com a vida pessoal, já que a Ufersa, tornou-se a sua segunda casa.



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