Estudo da sobreposição de imagens em projetos de fotogrametria aplicado ao mapeamento urbano
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O avanço das geotecnologias e dos Sistemas de Informações Geográficas (SIG) automatizou os processos de levantamento topográfico, tornando-os mais rápidos e precisos. Tecnologias emergentes, como as Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP), aumentam a praticidade e agilidade, enquanto o correto processamento e a sobreposição de imagens garantem a qualidade e a precisão dos produtos. Esta pesquisa propôs analisar qual configuração de sobreposição seria mais eficiente para minimizar a perda de precisão nos produtos gerados. Para isso, foi realizado um levantamento aerofotogramétrico e o processamento das imagens em um software com algoritmos avançados, que sobrepõem as capturas e reconstroem objetos e terrenos em três dimensões. Após o desenvolvimento, percebeu-se que em altas sobreposições, mais imagens são capturadas e, consequentemente, exige mais tempo de processamento e recursos. Ao final do processamento, o software gerou relatórios que indicaram que a precisão das sete sobreposições analisadas estava dentro dos limites estabelecidos pelo Decreto nº 9.310, que determina um raio máximo de oito centímetros para imagens destinadas a levantamentos cadastrais urbanos. O problema questionável foi a distorção das edificações presentes no ortomosaico gerado em baixas sobreposições. Com isso, concluiu-se que sobreposições muito baixas apresentam muitas distorções no produto, dificultando a vetorização dos elementos, apesar de oferecerem um tempo de processamento reduzido. Em contrapartida, sobreposições excessivamente altas proporcionam excelente qualidade nos resultados, mas demandam um tempo de processamento elevado. Dessa forma, foram selecionadas duas sobreposições medianas, que demonstraram um excelente custo-benefício em relação à qualidade do produto e ao tempo de processamento.

