Conhecimento ecológico e uso de bens naturais por populações quilombolas e não quilombolas do Sítio Cumbe, Estado do Ceará
| dc.contributor.advisor1 | Baldauf, Cristina | |
| dc.contributor.author | Silva, Laiza Maria Rodrigues | |
| dc.contributor.referee1 | Baldauf, Cristina | |
| dc.contributor.referee2 | Paiva, Luciana Viera de | |
| dc.contributor.referee3 | Nascimento, João Luís Joventino do | |
| dc.date.accessioned | 2020-12-04T19:17:03Z | |
| dc.date.available | 2020-12-04 | |
| dc.date.available | 2020-12-04T19:17:03Z | |
| dc.date.issued | 2020-01-14 | |
| dc.description.resumo | O isolamento do povo quilombola favoreceu o fortalecimento de uma cultura que possui aspectos do período histórico de escravidão e técnicas de relação com a natureza que passaram por gerações. O Sítio Cumbe, situado no Ceará, abriga uma comunidade quilombola que vem sendo afetada na sua forma de viver devido à chegada de grandes empreendimentos e por parte da comunidade que não se reconhece como quilombola. A pesquisa objetivou comparar o conhecimento ecológico tradicional e uso de recursos (flora e fauna) de moradores quilombolas e não quilombolas do Sítio Cumbe, situado em Aracati – Ceará. Foram selecionadas dez espécies de plantas e dez animais encontrados na região, visando abranger um gradiente em relação às suas abundâncias, baseado nas informações fornecidas pelos moradores locais. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas e estímulos visuais (fotografias), sendo os participantes questionados sobre o conhecimento e usos das espécies. Foram quantificados tanto o conhecimento de cada participante, quanto as formas de utilização e a frequência de uso das espécies. De forma geral, englobando a fauna e flora não houve diferença entre o conhecimento das espécies pelas duas populações. Analisados separadamente, para a flora, a população quilombola detém maior conhecimento, já para a fauna, não houve diferença significativa. As formas de utilização sugeridas para as espécies da flora foram: Alimentício, Forragem, Medicinal, Madeireiro (construção de casas, cercas, móveis, ferramentas, lenha e carvão), Artesanato, Cultural (brincadeiras), Comercialização e Outros (tinta, adubo). Já para as espécies da fauna foram: Alimentício, Doméstico, Medicinal, Artesanato, Construção (estradas), Cultural (místico), Comercialização e Outros (adubo). Quanto à frequência de uso, de forma geral (considerando flora e fauna) há uma diferença significativa (t = 2.6823; p = 0,009) na frequência de uso das espécies pelas populações, na qual a tradicional utiliza com mais constância as espécies. Analisados separadamente, para a flora houve diferença significativa, já para a fauna, não. Constatou-se que os quilombolas não só conhecem mais espécies vegetais, como também as empregam como recurso com mais frequência. Este padrão é típico de comunidades tradicionais, as quais têm seus meios de vida fundamentados no conhecimento ecológico tradicional e no uso de recursos naturais. Por outro lado, a semelhança no conhecimento e usos da fauna pode ser decorrente de vários fatores, tais como uma maior disseminação do conhecimento sobre esse grupo na comunidade e restrições de uso de recursos referentes à legislação ambiental (caça). Em relação à transferência do conhecimento para as novas gerações: 93% dos quilombolas repassam o conhecimento, e 36% dos não quilombolas. Deste modo, é possível que as diferenças entre os conhecimentos dos dois grupos se intensifiquem nas próximas décadas. | pt_BR |
| dc.description.sponsorship | Trabalho não financiado por agência de fomento, ou autofinanciado | pt_BR |
| dc.identifier.citation | (SILVA, 2020) | pt_BR |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.ufersa.edu.br/handle/prefix/5659 | |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Federal Rural do Semi-Árido | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.publisher.department | Centro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBS | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFERSA | pt_BR |
| dc.relation.references | SILVA, Laiza Maria Rodrigues. Conhecimento ecológico e uso de bens naturais por populações quilombolas e não quilombolas do Sítio Cumbe, Estado do Ceará. 2020. 54 f. Monografia (Graduação) - Curso de Ecologia, Departamento de Biociências, Universidade Federal Rural do Semiárido, Mossoró, 2020. | pt_BR |
| dc.rights | info:eu-repo/semantics/openAccess | pt_BR |
| dc.rights.license | CC-BY-SA | pt_BR |
| dc.subject | Etnobotânica | pt_BR |
| dc.subject | Etnozoologia | pt_BR |
| dc.subject | Populações tradicionais | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | CIENCIAS BIOLOGICAS::ECOLOGIA | pt_BR |
| dc.title | Conhecimento ecológico e uso de bens naturais por populações quilombolas e não quilombolas do Sítio Cumbe, Estado do Ceará | pt_BR |
| dc.type | info:eu-repo/semantics/bachelorThesis | pt_BR |
