O desafio do Atendimento Educacional Especializado nas escolas municipais de Parnamirim–RN
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A presente pesquisa focou no Atendimento Educacional Especializado (AEE) em duas instituições de ensino no Bairro de Nova Parnamirim, Parnamirim–RN, envolvendo quatro professoras que atuam em turnos distintos. Os dados foram coletados por meio de questionários e diálogos com as professoras. Após a análise de dados, obtiveram-se as conclusões apresentadas a seguir. Quanto ao funcionamento do AEE, na Escola X, o atendimento ocorre uma vez por semana no turno matutino, com duração de 50 minutos para 16 alunos, e no turno vespertino, com horários variados, atendendo 22 alunos; já na Escola Y, o atendimento é realizado duas vezes por semana, com sessões de 50 minutos, para 19 alunos no matutino e 18 no vespertino. Ambas as instituições mostram flexibilidade no cronograma, adequando-se às necessidades dos alunos, conforme as diretrizes da Resolução N.º 01/2017. As principais dificuldades incluem a alta demanda por atendimento, a frequência irregular de alguns alunos e os desafios na adaptação curricular. A Escola X mencionou problemas com a quantidade de alunos e a necessidade de formação continuada, enquanto a Escola Y destacou dificuldades no diagnóstico inicial e a falta de recursos adequados, embora reconheça a boa colaboração entre professores e a constante atualização dos métodos. Ambas as escolas reconhecem a importância de materiais adequados, especialmente em Tecnologias Assistivas, e apontam a necessidade de renovação constante desses recursos. O Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) contribui para a aquisição de materiais, mas ainda há demandas não totalmente atendidas. As professoras observaram melhorias na concentração, compreensão das demandas acadêmicas, socialização e autonomia dos alunos. O AEE tem sido crucial para a inclusão e o desenvolvimento das habilidades dos alunos com deficiência. A colaboração entre professores do AEE e do ensino regular é eficaz, com troca constante de informações e planejamento colaborativo. A relação com as famílias é essencial, com constante comunicação e apoio para reforçar o desenvolvimento das habilidades dos alunos. Pontos fortes incluem a parceria com famílias e a estruturação das salas de recursos. Pontos fracos envolvem a falta de inovação e a dificuldade de acesso a terapias necessárias para alguns alunos. A localização das escolas facilita o acesso, mas a dificuldade financeira dos familiares e a carência de recursos especializados ainda são desafios significativos. Essa análise evidencia a importância do AEE na promoção da inclusão escolar, ao mesmo tempo, em que ressalta a necessidade de melhorias na infraestrutura e no suporte às famílias para otimizar o atendimento e desenvolvimento dos alunos com deficiência.

