A comunidade surda e a homossexualidae: um desvio da normatividade sexual
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A produção de conhecimento sobre a orientação sexual das pessoas surdas é escassa na academia. As raras abordagens sobre a sexualidade focam na dimensão biológica e preventiva, e os fatores relacionados à amplitude conceitual de sexualidade é ignorada. Este artigo é resultado de um exercício de discussão, através de um levantamento bibliográfico para construção de um estado do conhecimento (GIL, 2007) e surgiu a partir de uma inquietação pessoal sobre o social, cujo objetivo se dá por realizar uma revisão de produções científicas sobre o tema da sexualidade e a comunidade surda. Em concreto, busquei na pesquisa explorar vias de conceitualização da sexualidade, desta forma, a sexualidade enquanto campo de construção social e dispositivo histórico (FOUCAULT, 1985), depois, a sexualidade e sua relação com a comunidade surda (PINHO E PULCINO, 2016). Para a discussão, de modo central, foram trazidas à discussão para tratar sobre língua Quadros e Karnopp (2004), para aprofundar o debate da sexualidade utilizou-se Lauro (2008) e Bozon (2002), e quanto a questão da heteronormatividade Souza (2015). Deste exercício resulta a ideia que, enquanto dimensão da vida social, a sexualidade é um reflexo de mudanças sociais abrangentes, sendo, a sociedade parte constituinte de todos os sujeitos.
