Desempenho de culturas de abobrinha em resposta ao uso de água salina e aplicação de bioestimulante
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A abobrinha pertence à família das cucurbitáceas está entre as hortaliças de maior produção no Brasil, entretanto, ainda é uma cultura pouca estudada, principalmente no tocante ao uso de água salina na irrigação, condições rotineiras em regiões áridas e semiáridas em que o uso de água salina em algumas situações é inevitável. Diante destas condições, a adoção de novas tecnologias que proporcionem maior tolerância das culturas à salinidade é de fundamental importância para ser obter elevada produtividade e qualidade dos produtos. Este trabalho foi desenvolvido com o objetivo de avaliar a resposta de duas cultivares de abobrinha a irrigação com água salina e aplicação foliar de bioestimulante. O experimento foi realizado utilizando o delineamento inteiramente casualizado, com os tratamentos arranjados em esquema fatorial 4 x 3 x 2, sendo quatro níveis de salinidade (0,5; 2,0; 2,5 e 5,0 dS m-1 ), três frequências de aplicação foliar de bioestimulante (F1 – ausência, F2 – uma aplicação aos 20 dias após o plantio; F3 – duas aplicações (20 e 40 dias após o plantio) e duas cultivares de abobrinha (Abobrinha Caserta Italiana e Abobrinha Caserta TS). Foram avaliadas as seguintes variáveis: número de folhas, área foliar, massa seca de folhas, massa seca de frutos e massa seca da parte aérea, número de frutos, massa média de frutos, e produção. A salinidade afetou negativamente todas as variáveis analisadas para as duas cultivares de abobrinha. O uso de bioestimulante potencializou o efeito da salinidade para as duas cultivares. O uso de bioestimulante pode ser recomendado para condições em que seja possível utilizar água de menor salinidade.

