Estamos preparando nossos professores para o desafio das tecnologias assistivas na sala de aula inclusiva? – evidencias da revisão de literatura
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As Tecnologias Assistivas se constituem como recursos e serviços que contribuem para a inclusão, vida independente de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. O termo é novo para alguns, no entanto trata-se de um paradigma que está entrelaçado na sociedade desde o final da Segunda Guerra Mundial. A oferta e a demanda por esse atendimento ainda são muito precárias e imprevisíveis, o público que necessita desse atendimento acaba sendo prejudicado, pela falta de formação docente e a falta de recursos nos espaços escolares e sociais. Este estudo tem como objetivo analisar os fatores que contribuem para o uso das tecnologias assistivas e a formação continuada na perspectiva de práticas inclusivas. Realizou-se uma revisão de literatura sistemática em fontes de pesquisa, como a Revista de Educação Especial - REE, o Banco de Dados de Teses e Dissertações da Capes e nos Repositórios da Unesp e da UFRN resultando na seleção de 25 trabalhos relevantes a temática trabalhada, sendo eles: teses, dissertações e artigos, no período de 2008 a 2023. No referencial teórico foram utilizados os autores (Mantoan, 2003; Bersch, 2006; Tardif, 2014; Pletsch, 2009; Rosalen, 2019; Schirmer, 2023; Nunes, 2023; Turci, 2019.). Emergiram três categorias de análise: concepções sobre as tecnologias assistivas; formação docente e o uso de tecnologias assistivas, e se as tecnologias assistivas é responsabilidade dos profissionais da sala comum ou dos profissionais do Atendimento Educacional Especializado – AEE. Cabe destacar que os dados enfatizam as reflexões sobre a relevância da compreensão das concepções sobre as tecnologias assistivas, bem como a necessidade de formação para docente e familiares sobre como utilizar as Tecnologias Assistivas e garantir práticas educacionais inclusivas, além de evidenciar sobre de quem é a responsabilidade de introduzir as tecnologias assistivas, sejam eles, profissionais da sala comum, profissionais do AEE ou a família, assim como a relevância do trabalho colaborativo entre os profissionais e familiares envolvidos.
