Patogenicidade de Monosporascus spp. e efeito de indutores de resistência em meloeiro
Date
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
Abstract
Monosporascus, considerado principal patógeno radicular, está associado à “podridão de raízes e declínio de ramas em meloeiro” – PRDR, que causam prejuízos na produção de meloeiro amarelo. Para combater o fungo, as plantas podem desenvolver uma resistência ao ataque de patógeno, através de respostas bioquímicas ou fisiológicas, podendo ser proteínas relacionadas à patogênese (quitinasee β-1,3-glucanase) e enzimas envolvidas na rota dos fenilpropanóides, como a fenilalanina amônialiase (FAL). Assim, o objetivo desta pesquisa foi avaliar o uso dos produtos Bion®, Biobacter® e Unique® em meloeiro amarelo para as novas espécies de Monosporascus, bem como o conhecimento básico da patogenicidade destas novas espécies. Para o experimento foram utilizadas seis espécies de Monosporascus, (M. cannonballus, M. brasiliensis, M. caatinguensis, M. mossoroensis, M. nordestinus e M. semiaridus), inoculadas em vasos com solo contendo plântulas de meloeiro tratadas em pré e pós-semeadas. Para o experimento de indução de resistencia, utilizou-se três plântulas e uma plântula, para o experimento de patogenicidade. No experimento de patogenicidade, foram avaliadas as seguintes variáveis: severidade e incidência da doença, comprimento da aérea (CPA) e do sistema radicular (CSR) e massa fresca da parte aérea (MFPA) e do sistema radicular(MFSR). Para indução de resistência em meloeiro, foram avaliados: incidência, severidade, CSR e CPA, MSSR e MSPA, MFSR e MFPA e atividade enzimática. Todas as espécies de Monosporascus ocasionaram doença em meloeiro, sendo as espécies M. cannonballus e M. brasiliensis as mais agressivas a cultura. Em contrapartida, M. caatinguensis foi o menos agressivo para o patossistema em estudo. O M. semiaridus induziu maior atividade das enzimas quitinase, β-1,3-glucanases e FAL, em plantas de meloeiro, em relação às outras espécies estudadas, ocorrendo uma redução na incidência e severidade da doença. Os produtos comerciais utilizados influenciaram positivamente, aumentando a atividade das enzimas quitinase, fenilalanina amônia-liase e β‑1,3‑glucanases e, consequentemente, favoreceram a redução da incidência e severidade, que por sua vez foram benéficos para manter o desempenho nas características físicas

