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O contexto cultural das crianças em suas experiências com a linguagem escrita na educação infantil do campo

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A Educação Infantil é o período em que o ser humano se encontra em maior contato com a curiosidade, com os espaços e os sujeitos que os rodeiam. No pensar de propor formação rica/ampla e integral, as interações e vivências compõem uma importante formação humana que atende as múltiplas linguagens sociais. Uma das linguagens a serem desenvolvidas e alvo de constantes conflitos, a linguagem escrita, defendida como prática cultural, atividade, interação, relação entre sujeitos que precisam considerar os contextos das crianças para que só assim, elas se desenvolvam com sentido e significado, No descortinar das práticas e experiências que são possibilitadas no contexto da Educação Infantil do Campo, nos inquietamos a investigar como o contexto cultural das crianças se presentifica em suas experiências com a linguagem escrita na Educação Infantil do/no Campo. Da revisão bibliográfica, os trabalhos encontrados não contemplam um olhar mais específico para as práticas de linguagem ministradas nesses espaços aos quais não foram encontrados nenhum trabalho que se assemelha a esse tema. Em vista disso, se torna indispensável os resultados desta pesquisa originando a importância de atentar-se para as práticas de linguagem que estão sendo propostas. A pesquisa assume princípios da Abordagem Histórico Cultural de Lev S. Vigotski (2005; 2007) e proposições do dialogismo de Mikhail Bakhtin (1995; 2003). Demais embasamentos metodológicos nas proposições de Bogdan e Biklen (1994), Ludke e André (1986), Minayo (2007) para a construção prática da pesquisa na busca em atingir os objetivos pré determinados recorremos a fontes teóricas que fundamentam-se nas discussões sobre crianças e infâncias, em Dantas (2016), Lopes e Ubarana (2012), Vigotski, Piaget e Wallon (2005), Dahlberg, Peter e Moss (2003), Kramer (2006) e sobre entendimento de Crianças do campo em Silva; Silva e Martins (2013) Silva; Pasuch e Silva (2012) e Gomes (2020). A pesquisa se estruturou por análise de documentos nacionais, estaduais e locais para analisar como ou se presentifica a linguagem escrita e o contexto cultural das crianças do campo. Observações semi-participantes em escolas de Educação Infantil do Campo, entrevista semiestruturada com professores atuantes nesta modalidade educativa e registros imagéticos de práticas entre crianças e professores. Constatamos que é de urgência, professores e escolas aprofundar/ampliar os conhecimentos acerca da valorização cultural das crianças do campo. Políticas de formação devem ser fornecidas em larga e pequena escala a fim de evidenciar que crianças são essas e que aprendizagens pode ser possibilitadora e que valorize suas realidades; que os PPPs possam pôr em evidência, mais que isso, efetivar nas práticas, nos espaços e nos sentidos dos profissionais que a Educação Infantil do Campo em tempo algum deva ser replicada com base na educação urbana. A linguagem escrita proposta nas práticas deve favorecer a autonomia, a participação sua e de seus entes em que as crianças aprendem e se desenvolvam BRINCANDO, PRATICANDO, INTERAGINDO, COMPARTILHANDO, EXPERIENCIANDO nos espaços e com os materiais que REPRESENTAM seus CONTEXTOS/IDENTIDADES CULTURAIS.



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