Óleos essenciais no controle de doença e qualidade pós-colheita do mamão
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O Brasil está entre os principais produtores de mamão (Carica papaya L.) do mundo. Entretanto, sua alta perecibilidade e susceptibilidade a doenças causadas por fungos são motivos de grandes perdas na pós-colheita, principalmente tratando-se de exportação para países com regulamentações que limitam o uso de agroquímicos. Dessa forma, há uma necessidade de estudar tecnologias alternativas capazes de minimizar esses problemas e prolongar o tempo de prateleira dos frutos, sem deixar resíduos e nem interferir na qualidade e nutrição do produto. Diante disso, esse trabalho objetivou avaliar o efeito de óleos essenciais (OEs) sobre o controle de doenças e qualidade pós-colheita do mamão Formosa "Tainung I". Os frutos foram coletados em ponto de maturação ideal para exportação, em uma propriedade rural no município de Russas-CE. Com a chegada no laboratório, foram lavados em solução de hipoclorito de sódio [0,5% (v/v) durante 3 min], enxaguados com água e postos para secagem ao natural. O experimento foi instalado (DIC), com quatro tratamentos: controle absoluto (apenas com água destilada), ácido peracético (0,16 ml.L-1 por 10 minutos), óleo essencial de capim-limão (0,25%) e óleo essencial de palmarosa (0,25%), com cinco tempos de armazenamento: 0, 8, 16, 24 e 32 dias, com quatro repetições. Os frutos foram armazenados em câmara fria a 13°C ± 2°C e UR 80% ± 5%, realizando-se avaliações microbiológicas, físicas e químicas. Os resultados demonstraram que a utilização de OEs provocou maior perda de massa dos frutos aos 24 e 32 dias de armazenamento e menor firmeza da casca aos 24 dias. Observando-se a média geral dos tratamentos afirma-se que a firmeza foi prejudicada ao aplicar OE de palmarosa. Observou-se que os óleos essenciais tiveram um efeito positivo na redução da cor, mantendo frutos com coloração aparentemente mais verdes aos 32 dias, em conformidade com isso, o teor de clorofila total dos frutos tratados OE de palmarosa apresentou resultado superior ao controle e ácido peracético. As avaliações de sólidos solúveis totais, acidez titulável, pH, dano de membrana e incidência e severidade de doença não apresentaram diferenças relevantes entre os tratamentos. Com base nos dados obtidos, conclui-se que os óleos essenciais de capim-limão e palmarosa diluídos em água, tiveram um efeito positivo na redução da cor nos frutos, favorecendo na aparência. Entretanto, não foram capazes de reduzir a proliferação microbiana, assim como provocaram efeito indesejáveis sobre a perda de massa fresca.
