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Respostas do abacateiro cv. ‘Ouro verde’ ao cloreto e mitigadores do estresse

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O estresse salino é um dos maiores problemas para a agricultura, principalmente para as culturas mais sensíveis à salinidade, a exemplo do abacateiro. Dentre os problemas causados pela salinidade, o efeito tóxico do íon cloreto parece ser o maior problema para a cultura do abacateiro, pois níveis relativamente baixos afetam o crescimento e provocam desequilíbrios nutricionais na cultura, além de alterar a fisiologia e bioquímica da planta. Uma estratégia para superar os efeitos negativos da salinidade na cultura pode ser o uso de produtos que mitiguem os efeitos prejudiciais da salinidade, como o silício e o ácido ascórbico. Este trabalho tem por objetivo determinar a concentração de cloreto na água de irrigação que causa estresse no abacateiro cv. Ouro Verde, bem como se o silício e ácido ascórbico podem mitigar os efeitos da salinidade na cultura. O experimento foi realizado em condições de campo, sob o delineamento de blocos casualizados, no esquema fatorial de 4 x 3, com três repetições e duas plantas por parcela. Os tratamentos foram quatro níveis de cloreto na água de irrigação (cloreto = 2,6; 3,5; 4,4; 5,3 mmolc L-1), dois mitigadores do estresse salino (silício 18 mM e ácido ascórbico 5 mM), além do controle (sem mitigador). As plantas do experimento estavam com idade de 28 meses e foram submetidas aos tratamentos em um período de quatro meses. Foram avaliadas variáveis do crescimento, salinidade do solo, composição mineral do tecido vegetal, trocas gasosas e variáveis bioquímicas relacionadas ao estresse salino. As variáveis do crescimento (comprimento de fluxo, diâmetro do caule e volume de copa) não foram influenciadas pelos tratamentos. A concentração de cloreto na folha e no extrato de saturação do solo foi influenciada pelo cloreto da água salobra, acumulando níveis considerados tóxicos para abacateiro. O sódio do extrato de saturação na camada de 20 a 40 cm foi influenciado pelas águas salobras, mas, juntamente com relação de adsorção de sódio e condutividade elétrica, ambas do extrato de saturação, não atingiram níveis prejudiciais para o abacateiro. Na raiz, apenas o cloreto aumentou o teor em função da irrigação com as águas salobras. Na folha, os teores dos elementos nitrogênio e fósforo foram reduzidos pelas águas salobras, ao passo que os de boro foram aumentados. A fotossíntese e a condutância estomática foram afetadas negativamente pelas águas salobras e os mitigadores do estresse não foram eficientes em reduzir os danos. A tendência de aumento das enzimas catalase e superóxido dismutase e do composto malondiadeído mostra que a planta iniciou o estresse a partir da água salobra de concentração de cloreto de 3,5 mmolc L-1. A concentração de prolina na raiz foi reduzida com o aumento da concentração de cloreto na água salobra e com a aplicação do mitigador ácido ascórbico. O silício e ácido ascórbico não foram eficientes para reduzir os impactos negativos das águas salobras, motivados pela toxicidade do cloreto, no abacateiro cv. Ouro Verde.



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