Análise melissopalinológica e potencial antioxidante do mel rosa, verde e amarelo da abelha jandaíra (Melipona subnitida): caracterização e valorização no RN-semiárido potiguar
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O semiárido nordestino, caracterizado pela vegetação de Caatinga, apresenta condições favoráveis para a produção de méis diferenciados, oriundos tanto de Apis mellifera quanto de abelhas sem ferrão. Entre essas, destaca-se a Melipona subnitida (abelha jandaíra), bem adaptada ao bioma e responsável pela produção de méis com reconhecimento regional. Este trabalho analisou amostras de méis com colorações rosa, verde e amarela, coletadas em Apodi (RN), com ênfase na caracterização melissopalinológica e no potencial antioxidante. As análises incluíram a identificação dos tipos polínicos presentes e a avaliação da atividade antioxidante por meio do método DPPH, que quantifica a capacidade de neutralização de radicais livres. O mel rosa apresentou 11 tipos de pólen, com destaque para Tephrosia purpurea, Bernardia sidoides e Mimosa tenuiflora. Já o mel verde revelou 16 tipos, predominando Mimosa tenuiflora, enquanto o mel amarelo apresentou 15 tipos polínicos, com maior diversidade dentro da subfamília Mimosoideae, mas sem um tipo dominante. Os valores de IC50 variaram entre 1,46 e 3,28 mg/ml, sendo o menor valor observado no mel amarelo, indicando maior capacidade antioxidante. Os achados evidenciam que os méis da jandaíra possuem composições polínicas distintas, influenciadas pela flora local, e apresentam potencial funcional benéfico à saúde. Além disso, sua valorização, especialmente do mel rosa, pode fortalecer a economia regional por meio da apicultura e meliponicultura.

