Infância e gênero: a construção de identidades no conto “flor, flores e ferro retorcido” de Nátalia Borges Polesso
Date
Authors
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
Abstract
A literatura contemporânea tem se destacado por ampliar o espaço de representatividade das mulheres, apresentando narrativas que abordam experiências e vivências antes relegadas à margem. É neste cenário que está inserida a obra Amora (2015), de Natália Borges Polesso, objeto do nosso estudo. Assim, este trabalho tem como objetivo analisar o conto “Flor, Flores e Ferro Retorcido”, da obra mencionada, discutindo como a construção de gênero, sexualidade e infância se cruzam para evidenciar a imposição e o questionamento de normas sociais. Para fundamentar a análise literária, apoiamo-nos em Judith Butler (2018), que trata o gênero como uma construção social performativa, Pierre Bourdieu (2012), que explora a naturalização das normas sociais de gênero, Adrienne Rich (1980), que introduz o conceito de heteronormatividade compulsória, além de outros autores e autoras. Os resultados indicam que a representação de Flor, uma personagem que destoa das expectativas sociais de gênero e sexualidade, serve como ponto de partida para questionamentos e, simultaneamente, perpetuação de estereótipos e preconceitos, evidenciando como o silêncio e a desinformação influenciam a visão de mundo das crianças.

