Reação de genótipos de meloeiro a Macrophomina phaseolina
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A Região Nordeste é a maior produtora de melão do Brasil, respondendo por aproximadamente 96% da produção e 100% das exportações. Concomitante ao sucesso da cultura na região está à ocorrência de doenças que reduzem a produção e qualidade dos frutos. Dentre as doenças radiculares que afetam a cultura, se destaca a podridão-do-colo causada por Macrophomina phaseolina. Essa doença é de difícil controle, pois o patógeno produz estruturas de resistência denominadas de microesclerodios, que permanecem no solo por um longo período de tempo, cerca de 12 anos. O uso de cultivares resistentes é uma das melhores alternativas para a convivência com esse patógeno. Nesse contexto, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a reação de genótipos de meloeiro à M. phaseolina. O experimento foi realizado em casa de vegetação. Foram utilizados 19 acessos de meloeiro e o híbrido Goldex, dispostos em delineamento inteiramente casualizado com cinco repetições. A inoculação das plantas foi realizada vinte dias após o plantio, adotando-se o método do palito de dente. Foi utilizado o isolado de M. phaseolina Me-248, presente a coleção de fungos do Laboratório de Fitopatologia e Microbiologia da UFERSA. A avaliação das plantas foi feita com base em uma escala de notas de severidade da doença que varia de 0 a 5, onde nota 0: planta assintomática e nota 5: mais que 50% dos tecidos infectados. Foi aplicado o teste de Kruskal-Wallis ao nível de 5% de probabilidade utilizando o software R. Os acessos C-22, C-80, C-86 e C-14 são altamente resistentes a M. phaseolina e podem ser utilizados como fontes de resistência em programas de melhoramento visando à resistência esse patógeno.
